Intel também anima desenhos
Do mesmo modo que a dupla AMD & HP mantém uma parceria estratégica com a DreamWorks, que resultou em filmes de sucesso — como Shrek Terceiro —, pela primeira vez a Intel trabalha lado a lado com os estúdios Disney-Pixar como um dos principais patrocinadores do novo filme de animação Ratatouille (foto), que estréia na próxima sexta (06/07) no Brasil.
Uma das curiosidades tecnológicas da Pixar é que, apesar do fato de o estúdio ter sido fundado pelo legendário Steve Jobs, ela nunca usou computadores da Apple para realizar o trabalho pesado — como o processamento de imagens (rendering) feito pelo poderoso software RenderMan, que roda em estações de trabalho baseadas na plataforma Intel.
Antes de Ratatouille, outros filmes foram produzidos na mesma plataforma, como Procurando Nemo, Os Incríveis e Carros.
Originalmente escrito em 1984, o RenderMan passou por diversas atualizações, sendo que muitas delas foram compiladas com produtos Intel. O último grande desafio da Pixar, foi de reescrever o RenderMan para que seus algoritmos tirem o máximo proveito dos recursos de paralelização, oferecidos pelos novos chips de múltiplos núcleos.
Para isso, a Pixar procurou o pessoal de Santa Clara para assimilar essa nova tecnologia, seja na forma de suporte e treinamento, seja no uso das novas ferramentas de programação da Intel.
Na primeira edição do IDF de 2006, em São Francisco, a Pixar fez uma demonstração do RenderMan Pro Server 13.0 rodando num sistema com quatro chips dual-core, que renderizava imagens cerca de cinco vezes mais rápido do que um sistema com chips de apenas um núcleo.
No caso de Ratatouille, o estúdio afirma que o uso dos novos chips Xeon, com microarquitetura Core, proporcionou um ganho de produtividade em torno de 30%.
Saiba mais sobre essa parceria no site http://www.thebestingredients.com.
Wii aumenta vantagem sobre o PS3
A agência de pesquisa Enterbrain divulgou ontem que o Wii, da Nintendo, aumentou sua participação no mercado japonês em relação aos seus concorrentes: o PS3, da Sony, e o Xbox 360, da Microsoft.
Segundo a pesquisa, só em junho (2007), o Wii vendeu 270.974 consoles contra 41.628 unidades do PS3 e 17.616 unidades do Xbox 360. Isso diz que a Nintendo vendeu quase sete consoles para cada PS3 que saiu das lojas.
Como todos sabem, muito desse desempenho é devido ao sucesso do seu divertido controlador sensível ao movimento, que atraiu os chamados jogadores casuais.
Fora isso, o produto da Nintendo custa quase a metade do PS3, o que faz com que o Wii se posicione não apenas como um substituto ao PS3/Xbox, e sim até como um segundo console.
Essa estratégia, por sinal, foi usada pela primeira vez como o Game Cube no final do seu ciclo comercial.
BIOS
Mário Nagano passou a última década analisando produtos e escrevendo sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow! e PC World. Até recentemente, foi editor de testes, geekmeister e mentor intelectual do PC World Test Center do IDG Brasil.
Nas horas vagas, curte fotografia analógica e digital, artes visuais modernas e adora observar — de uma distância segura — o fascinante relacionamento entre o ser humano e a tecnologia.