Novo centrino em 2008
Intel Editor’s Day — Durante sua apresentação sobre plataforma de mobilidade, Marcelo Gonçalves, gerente de produtos de Mobilidade da Intel, passou detalhes sobre o Montevina, o sucessor do Santa Rosa, previsto para chegar ao mercado na metade de 2008.
Além das esperadas reduções no consumo de energia, o Montevina também irá oferecer suporte para decodificação de vídeo de alta definição em HD DVD/Blu-ray via hardware. Ele também deverá aceitar a primeira interface combinada WiMAX/Wi-Fi.
Assim como aconteceu com a plataforma Napa, o Santa Rosa deve receber o novo chip Penryn de 45 nm no final desse ano/início de 2008 para depois migrar para a nova plataforma Montevina, no semestre seguinte.
Fora isso, Gonçalves falou um pouco sobre a plataforma Menlow, que utiliza o novo processador Silverthorne de 45 nm, também baseado na microarquitetura Core e voltado para Ultra Mobile PCs.
(rev.ok)
Pentium, o retorno!
Intel Editor’s Day — A partir do segundo semestre deste ano, a marca Pentium volta a fazer parte do portfolio da Intel, na forma de um novo chip dual core baseado no Conroe.
Isso foi revelado por Ricardo Torres,engenheiro de aplicação da Intel Brasil, durante o Editor’s Day. Torres explicou que a Intel está atendendo à demanda do mercado, que ainda valoriza o nome Pentium.
O novo chip será conhecido como “Pentium Dual-Core” e deverá substituir o Pentium 4 HT como chip de entrada da empresa. A vantagem nesse caso é que o novo chip é baseado na microarquitura Core — porém com menos cache —, ao contrário do finado Pentium-D ainda baseado na microarquitetura NetBurst do Pentium 4.
Torres também confirmou o lançamento do Celeron série 400 também baseado na arquitetura Core, mas disponível apenas na versão single core.
Esse chip pode ser o Conroe-L descoberto pelo site InsideHW e o Pentium Dual-Core remete a outro post, no qual o site The Inquirer citou a existência do chamado Pentium Duet.
Curiosamente, a marca Celeron perde a letra “D”, já que o mercado começou a confundir esse sufixo com Dual Core.
Mais informações podem ser encontradas aqui.
Ainda em tempo:
Elber Mazzaro, diretor de marketing da Intel, confirmou que a nomenclatura do Core perderá o nome “Duo” a partir do ano que vem. Assim, os chips Core serão conhecidos apenas como Core 2, Core 3, etc.
Marcelo Gonçalves, gerente de produtos de Mobilidade da Intel, também confirmou a existência de uma versão móvel do Pentium Dual Core.
(rev.ok)
Celular como ferramenta de educação?
Intel Editor’s Day — Aproveitando a visita à escola da Fundação Bradesco, tivemos a oportunidade de conhecer o Bradesco Instituto de Tecnologia (BIT) que fica na mesma localidade.
Essa instituição recebe o apoio de várias empresas, entre elas a Cisco, Intel, Microsoft entre outras.
Vagando pelos corredores da instituição, topei com uma sala que me chamou a atenção pelo nome: “Games em M-Learning” (Mobile Learning).
Representantes da Fundação Bradesco explicaram que essa iniciativa ainda é um projeto embrionário, onde eles estudam a viabilidade do uso de dispositivos móveis em educação.
A idéia de usar dispositivos móveis como ferramenta de e-learning — ou m-learning — me parece ser muito interessante, já que ela pode tirar proveito da capacidade de processamento de diversos tipos de dispositivos de mão até bem disponíveis, porém subutilizados, como os smartphones.
Do mesmo modo que uma pessoa pode até não ter uma câmera digital em favor de um celular com câmera, essa analogia também poderia ser aplicada aos notebooks, onde o consumidor pode até abrir mão de um computador portátil em favor de um celular inteligente, seja por custo ou facilidade.
(rev.ok)
Intel fala sobre a associação com o OLPC
Intel Editor’s Day — Durante a visita à Fundação Bradesco, tive a oportunidade de conversar com Fábio Tagnin, um dos responsáveis pelo projeto do Classmate PC no Brasil, sobre a associação da Intel x OLPC.
Ele me disse que o acordo ainda é muito recente, e que ele ainda não tem uma idéia clara de como será a atuação da sua empresa junto ao OLPC.
Uma das percepções é que tanto o OLPC quanto a Intel têm os mesmos interesses nas suas propostas de uso da tecnologia em educação. Dessa forma, houve o consenso de unirem forças ao invés de ficarem batendo cabeça um com o outro.
Tagnin acredita que as primeiras sinergias devem acontecer na área de conteúdo educacional, sendo que tanto as plataformas da Intel quanto as do OLPC podem, por enquanto, coexistir no mesmo ecossistema, atendendo a diferentes necessidades.
Com relação à sua plataforma, Tagnin diz que, por enquanto, não existem planos de mudanças no roadmap do Classmate, confirmando até que uma nova versão será lançada em 2008.
(rev.ok)
Classmate PC também em casa
Intel Editor’s Day — Enquanto a estratégia adotada pela Fundação Bradesco é a de manter o Classmate PC dentro dos limites da sala de aula ou mesmo da escola, a Positivo Informática pretende dar um passo adiante.
Durante nossa visita à escola, estiveram presentes alguns representantes da Positivo que revelaram seus planos de criar um novo projeto piloto, onde cada aluno poderá levar seu Classmate para casa.
Segundo Betina Von Staa, coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional do portal de educação do grupo Positivo, a idéia é ver qual o comportamento do aluno, quando este receber a responsabilidade de ter e cuidar de seu próprio computador.
Coisas simples, como o maior ou menor cuidado no seu uso, a mudança da tela de fundo ou mesmo a colagem de uma etiqueta podem mostrar um maior ou menor nível de envolvimento entre o aluno e seu computador.
Inicialmente, a Positivo selecionou duas escolas particulares — a Gay Lussac, no Rio de Janeiro e o Visconde de Porto Seguro, em São Paulo — que receberão 50 equipamentos para este projeto que deve ter início em agosto/setembro desse ano.
Se tudo der certo, o próximo passo será repetir essa experiência, porém numa escola pública em Curitiba, ainda a ser escolhida.
Desde a sua concepção, o Classmate PC foi feito para ter ferramentas de proteção que podem restringir ou não o seu uso fora dos limites da escola.
Uma delas utiliza um sistema de chaves criptografadas que limita o tempo em que o Classmate pode não se comunicar com o servidor da escola. Quando esse prazo expira, o computador deixa de funcionar.
(rev.0k)
Classmate PC em ação
Intel Editor’s Day — Antes do início oficial do Intel Editor’s Day de 2007, um grupo de jornalistas antecipou sua ida para o local do evento, na cidade de Mogi das Cruzes, para conhecer o projeto piloto de uso do Classmate PC na Fundação Bradesco, que está sendo desenvolvido na unidade de Campinas, interior do Estado de São Paulo.
Ontem (02/08), a Fundação anunciou a aquisição de mais 300 unidades do Classmate PC, que, somadas às 300 previamente doadas pela Intel e pela Positivo Informática, chegam a um total de 600 unidades. Os equipamentos devem atender os cerca de 1.300 alunos da unidade, chegando numa média de aproximadamente dois alunos por computador.
Para se adequar a essa nova ferramenta de ensino, as salas de aula estão recebendo uma série de reformas, como, por exemplo, a substituição do quadro negro por um quadro branco com caneta hidrográfica especial, que elimina o pó criado pelo uso de giz.
Em algumas salas também foram instaladas lousas eletrônicas (imagem à direita), nas quais o professor pode interagir com as informações do quadro por meio do toque.
Além disso, todas as salas estão recebendo de um a dois pontos de acesso de rede sem fio, que serão usados para ligar os Classmate PCs à rede local da escola. Depois essa rede sem fio irá se espalhar por todo o perímetro da escola, permitindo no futuro a troca de informações e até a realização de aulas ao ar livre.
Quando não estiverem em uso, os Classmates serão armazenados em armários especiais, equipados com carregadores individuais, que permitem a recarga da bateria. Para evitar o acúmulo de calor gerado por esse procedimento existem ventiladores nas laterais do móvel que forçam a circulação de ar no seu interior.
Com essa nova infra-estrutura, também muda a maneira como a aula é conduzida. Ao invés do tradicional modelo “palestra”, onde o professor fala e os alunos ouvem, na aula que acompanhamos, o professor sugeriu a seguinte atividade:
1. Ler uma poesia de Pedro Bandeira.
2. Fazer a interpretação oral.
3. Fazer uma pesquisa na Web para saber mais sobre o autor/sinopse do livro.
4. Socializar as idéias.
5. Preparar uma poesia no Power Point, utilizando seus vários recursos de produção.
6. Socializar as idéias.
7. Elaborar um relatório no Word.
Observe que, nesse caso, o aluno recebe um roteiro de trabalho e o desenvolve no seu ritmo, sendo que o professor assume o papel de consultor e facilitador da atividade, orientando cada aluno de acordo com sua necessidade.
Fora isso, a Fundação Bradesco ensaia novas propostas, entre elas o projeto piloto de um novo kit de robótica baseado no Lego Mindstorm, porém com um novo módulo de controle de baixo custo desenvolvido pelo Media Labs do MIT. Este kitpoderia ser usado em conjunto com o Classmate PC.
Na próxima terça feira (07/08) Mitchel Resnick chegará no Brasil para apresentar esse projeto na Fundação Bradesco.
(Rev.ok)