Culinária Nerd
O site kotaku noticiou a chegada, no Japão, de um livro de receitas com o sugestivo título Ota meshi ku-kingu (ISBN-10: 4766210824 — 1.500 ienes), algo como Otaku meshi cooking (culinária otaku), que contém receitas feitas com ingredientes que podem ser facilmente encontrados em lojas de conveniência.
Escrito por Yunmao Ayakawa, o livro é ricamente ilustrado com temas de anime e inclui receitas com nomes sugestivos, como o yakisoba Suzumiya Haruhi.
Imagino como seja esse prato, já que a personagem em si é um osso duro de roer!
Mais detalhes aqui.
O livro também está disponível no Amazon.co.jp.
Como um DVD é organizado?
Quem nunca colocou um filme no leitor de DVD do PC, abriu o Explorer para dar uma olhada no seu conteúdo e não entendeu nada do que se passava lá dentro?
Pode parecer uma maçaroca de letras e números, mas sua interpretação é até bem simples como veremos abaixo.
Para aqueles que desejam saber mais sobre esse padrão, segue abaixo uma breve descrição dos tipos de arquivos usados num DVD de vídeo e a descrição de seu conteúdo — o que pode ser útil para aqueles que precisam de algumas pistas de onde procurar uma informação desejada.
A organização dos dados de um DVD de vídeo é mais ou menos a seguinte:

A divisão inicial que existe em qualquer DVD de vídeo, separa o conteúdo de áudio (AUDIO_TS) do de vídeo (VIDEO_TS) que é o alvo de nosso interesse.
Não falarei nada sobre o AUDIO_TS, porque sinceramente, só vi uma mídia dessas na minha vida e não sei se é um padrão muito popular por aqui.
Podemos notar no esquema, que o VIDEO_TS utiliza três tipos de arquivos:
.BUP (BackUP) — Backup dos arquivos .IFO.
.IFO (InFOrmation) — Contém informações importantes para o player, como o índice de capítulos, canais de áudio e de legendas.
.VOB (Video OBjetcts) — Contém o conteúdo de vídeo, as trilhas de áudio e as legendas, sendo que o vídeo é codificado no padrão MPEG-2 no seguinte formato:
NTSC – 720 x 480 pixels a 30 quadros por segundo (qps) — na realidade 29,97 qps.
PAL – 720 x 576 pixels a 25 qps.
Os arquivos VIDEO_TS.* são os primeiros a ser executados pelo player e controlam certas ações, como selecionar o idioma preferido (comum nos DVDs da Disney), aviso de direitos autorais, trailers obrigatórios, etc.
Como vimos acima, o VIDEO_TS.IFO contém a informação de navegação, o VIDEO_TS.BUP é o seu backup e o VIDEO_TS.VOB contém o material a ser apresentado.
Os arquivos tipo “VTS_xx_xx.*” (Video Tile Set) contém realmente o filme e seus extras, e seguem uma hierarquia relativamente simples:
O VTS_01_0.VOB normalmente contém a atração principal, que é controlada pelo VTS_01_0.IFO e o VTS_01_0.BUP.
Mas como o arquivo .VOB não pode ser maior que 1 GB (1.048.576 KB) , o filme pode ser subdividido em quantas partes forem necessárias — desde que caibam no DVD.
No exemplo ao lado, as partes subseqüentes receberam os nomes VTS_01_1.VOB, VTS_01_2.VOB e VTS_01_3.VOB.
Note que nesse caso, todos eles são gerenciados pelo mesmo VTS_01_0.IFO.
O VTS_02_0.VOB/IFO/BUP costumam conter algum material extra, como making of, entrevistas, videoclipes e outros tipos de bônus e seguem as mesmas regras de subdivisão VTS_02_1.VOB, VTS_02_2.VOB e assim por diante.
Seguindo esse raciocínio, os outros extras devem ser chamados VTS_03_0.VOB, VTS_04_0.VOB, etc.; sendo cada um deles acompanhado de seu respectivo .IFO e .VOB.
Assim, o maior arquivo VTS possível é o VTS_99_9.VOB.
Simples não?
(rev.ok)