Intel terá chip quad-core para portáteis
Para quem achava que o Xeon de seis núcleos (codinome Dunnington) seria o último grande lançamento da geração Penryn, a Intel surpreende novamente o mercado com a chegada do seu primeiro quad-core para portáteis.
Segundo nota publicada no Digitimes, o chip se chamará Core 2 Extreme QX9300 e funcionará a 2,53 GHz com barramento frontal de 1.066 MHz, 12 MB de cache L2 e um envelope térmico de 45 watts. Seu preço sugerido para lote de mil peças também impressiona: US$ 1.038.
A Intel não acha que esse produto irá chacoalhar o mercado de portáteis, mas acredito que ele terá um público cativo nos segmentos de workstations portáteis e notebooks para gamers e entusiastas. A previsão é que o Core 2 Extreme QX9300 chegue ao mercado no início do segundo semestre desse ano.
Fora isso, eu não ficaria surpreso se ele repetir o fenômeno dos primeiros Pentium-M, que de tão velozes, começaram a ser instalados em placas-mãe para desktops adaptadas com resultados que atropelavam muitos Pentium 4.
A tecnologia da imprecisão
Saiu na Web a reportagem especial da revista Technology Review do MIT que relaciona as 10 tecnologias emergentes de 2008. Entre várias idéias interessantes e nomes sugestivos como Graphene Transistors, Connectomics ou Reality Mining o tópico que mais me chamou a atenção é o trabalho de Krishna Palem (imagem à esquerda) da universidade de Rice que — como todo bom acadêmico de sobrenome Indiano — trabalha numa idéia aparentemente maluca que pode abalar os alicerces da computação como uma ciência exata: os chamados chips probabilísticos.
Palem acredita que os processadores consomem muita energia para garantir que seus circuitos lógicos sempre obtenham o mesmo resultado preciso (até a enésima casa) a todo momento. Ele defende a idéia de que se abrirmos mão de um pouco da precisão nos cálculos, os chips podem consumir bem menos energia, o que soa como música no ouvido dos ecologistas em tempos de aquecimento global.