O i-Pod (da Hakuba)

É um pássaro? É um avião? É um player de musica? Não… é um i-Pod! Trata-se de um tripé de mesa da Hakuba, uma marca de acessórios e bolsas para fotografia que, por algum tempo, foi distribuída pela T.Tanaka, representante oficial da Nikon do Brasil.
Ele fazia parte da linha Table-Pod, formado por tripés compactos para uso casual e, ao contrário de alguns brinquedos de plástico vemos nesse mercado, o i-Pod (da Hakuba) é um produto que até surpreende pela sua qualidade e padrão de construção.
Seu desenho parece ter sido inspirado no genial tripé Minox mas, em vez dos seus pezinhos menores (mais um cabo disparador!) ficarem parafusados na perna maior desse tripé, o i-Pod da Hakuba guarda os pés auxiliares no seu interior, de modo que é necessário retirar a cabeça do mesmo para ter acesso à elas. Aí é só fixar as pernas no cabeçote de conexão com a câmera (rosca padrão de 1/4″) e recolocar o corpo principal, cujo aperto trava a articulação de esfera na posição desejada.

Uma grande sacada desse projeto é que um dos pontos mais críticos desse tripé — a junção das pernas e a articulação de esfera — são feitas de metal (assim como as pernas menores) proporcionando assim um conjunto bastante rígido para um acessório desse tipo, permitindo até a instalação de câmeras relativamente pesadas. Porém, o mais aconselhável é que o usuário utilize o i-Pod com câmeras leves de bolso.

Minha Kodak 35 RF da década de 40 (made in USA). Uma câmera que, de tão feia e desengonçada, virou cult entre os colecionadores! :^)
Como esse tripé foi lançado em fevereiro de 2002, suspeito que a empresa de computadores com nome de fruta deve ter forçado a barra para a Hakuba tirar esse produto do mercado. De fato, esse tripé foi substituído pelo chamado E-Pod, cujo desenho é ligeiramente diferente. Mas quem estiver interessado no original, talvez possa encontrar um ou outro perdido em alguma vitrine a preços até módicos, já que a T.Tanaka não distribui mais a Hakuba e desovou boa parte de seus estoques nas lojas da região da Conselheiro Crispiniano e 7 de Abril, no centro de São Paulo.