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bits, bytes e bravata!

Imóvel do futuro: fim do endereço fixo?

Teve início no final da semana passada (14/04) no Art Center College of Design de Los Angeles, a exposição “Open House – Architecture and Technology for Intelligent Living”, que discute a casa do futuro como um local para novas experiências espaciais, ou seja, traduzindo para o dialeto humano: como as pessoas viverão no futuro.

Dentre os projetos apresentados, um dos mais curiosos mexe mais com idéias do que com formas mirabolantes, onde o reaproveitamento do espaço disponível seria até mais importante do que o conceito de propriedade.

Essa é a proposta do projeto Megahouse, criado pelo arquiteto Hitoshi Abe e equipe.

Segundo Abe seu projeto é inspirado na própria sociedade japonesa, na qual a baixa taxa de natalidade somada ao aumento da população de idosos pode resultar num grande impacto nas cidades do futuro já que a tendência natural seria o aumento dos imóveis vagos e sem uso.

A grande sacada do Megahouse seria de revitalizar esses espaços vazios de maneira dinâmica disponibilizando-os para os novos ocupantes por um curto, médio ou longo prazo.

O uso das tecnologias de informação e de identificação já existentes, como GPS, smart cards ou biometria, permitiria que qualquer pessoa em qualquer lugar a qualquer momento tenha acesso a qualquer espaço disponível na cidade.

Com a locação aprovada (via rede), a porta do imóvel praticamente se abriria para o novo inquilino que poderia usar o espaço por apenas algumas horas para dormir, por um dia inteiro para algum evento ou por anos a fio para morar ou mesmo abrir um negócio.

Com isso, o próprio conceito de lar ou endereço fixo poderia desaparecer.

Além de espaço, o Megahouse também poderia oferecer outras facilidades, como mobília básica para uso geral ou mais sofisticada/temática para ocasiões especiais, como festas de aniversário, bailes e até mesmo casamentos.

Na minha opinião, o conceito em si é muito interessante e poderia resolver vários problemas imobiliários até mesmo no Brasil. Um bom exemplo é o centro de São Paulo onde existem edifícios praticamente vazios e constantemente assediados pelos grupos de sem-teto.

O grande desafio estaria na cabeça das pessoas em aceitar (ou não) a idéia de não ter mais um endereço fixo e privado.

Mesmo que hoje as pessoas passem mais tempo em locais públicos do que nas suas casas, as residências ainda são uma espécie de porto seguro para a saúde mental de qualquer um. Isso explicaria, em parte, por que as pessoas ainda gostam tanto de andar com chaves no bolso.

Elas são a garantia de que seus possuidores têm para aonde ir depois de um dia cheio na rua.

Mais detalhes sobre esse projeto podem ser encontrados neste pdf.

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20 abril, 2007 - Posted by | Novas idéias, Tecnologia

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