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bits, bytes e bravata!

Quando estar na média não é algo tão ruim assim

Antes de publicar nossa primeira avaliação de produto, gostaria de esclarecer o sistema de pontuação que será adotado e seu significado para que tanto os leitores quanto os fabricantes não tirem conclusões erradas.

A grande proposta desse sistema é o de estabelecer uma escala de valor coerente e correta que fuja de algumas manias do modo de pensar das pessoas, em especial a idéia de que uma nota média não é uma coisa boa.

Ouvi isso de um superior quando discutíamos a escala de pontuação a ser adotada em nossos testes comparativos e pode ter origens naquela estória do meio copo d’água que pode estar meio-cheio ou meio-vazio de acordo com o bom (ou mau) humor do observador. O resultado foi a criação de um adicional de valor na nota final de modo que qualquer produto de desempenho médio receberia a nota 7 e não 5.

Um exemplo desse critério aplicado ao extremo é usado por um veículo do ramo que adota a seguinte escala: de 0 a 3,9 (péssimo), de 4 a 5,9 (ruim), de 6 a 6,9 (regular), de 7 a 7,9 (bom), de 8 a 8,9 (muito bom) e de 9 a 10 (ótimo).

Observe que 70% dessa escala é usada para descrever algo regular, ruim e péssimo sendo que apenas 30% é usado para bom, muito bom e ótimo.

Sou matemático por formação e sinto arrepios quando vejo coisas desse tipo (brrrr!).

Por causa disso, gostaria de adotar uma escala que considero boa e é baseada num modelo proposto pelo site AnandTech, que parte da premissa de que a maioria dos produtos do mecardo está “na média”.

Isso não quer dizer que tais produtos são ruins e sim que eles não fazem nada a mais do que o esperado, ou seja, oferecem uma equilibrada combinação de vantagens e limitações.

Ok, chega de papo. Vamos ao que interessa:

Critérios de Pontuação — versão 0.9 — abril de 2007

Na teoria, não existiria a nota 0 (zero) nessa escala porque que isso significaria que tal produto seria algo realmente pior do que ruim e nem deveria ser avaliado pelo Lab.

Do mesmo modo, o usuário deveria fugir de qualquer produto com nota entre 1,0 e 2,0 como o diabo foge da cruz, ou seja, deve ser evitado a qualquer custo. Eles apresentam alguma deficiência séria ou seu desempenho não chega nem perto daquilo anunciado pelo fabricante.

Se algum produto estiver nesse nível, não vejo porque alguém compraria o mesmo a não ser para presentear algum desafeto.

Notas entre 2,5 e 3,0 são produtos que têm muitas limitações, mas também recursos desejáveis. O mais importante nesse caso é saber se esses produtos pelo menos atendem às suas necessidades básicas. Se o preço for muuuito interessante você pode, pelo menos, considerar a compra.

Qualquer coisa entre 3,5 e 4,5 está um pouquinho abaixo da média. Talvez você sinta falta de algum recurso e ele tenha até algumas limitações mas, no geral, o produto cumpre o que promete.

Colocando as coisas nos seus devidos lugares a nota 5,0 identifica um produto na média, ou seja, ele cumpre plenamente o que promete. Ele possui a maioria dos recursos desejados mas não oferece nada a mais que o destaque da concorrência, em especial se comparado com produtos com características semelhantes. Um bom exemplo são as placas de vídeo que usam o mesmo projeto básico e mesma GPU, como as ATI Radeom X1600.

Como o bom senso nos diz, produtos com nota entre 5,5 e 6,5 estão ligeiramente acima da média com nenhum problema realmente sério. No geral, tais produtos trazem algumas características de destaque, que os tornam mais desejáveis que outros.

Do mesmo modo, produtos que merecerem notas entre 7,0 e 8,5 têm várias características que vão muito além do esperado sem nenhum grande problema e/ou limitação técnica e, mesmo se houver, pode ser desconsiderada.

Qualquer coisa que alcance a nota 9,0 ou 9,5 possui vários recursos desejáveis não encontrados na concorrência e mesmo seus defeitos são mínimos com nada sério que interfira no seu desempenho final.

Assim como a nota zero, a nota 10 seria praticamente impossível de ser dada já que ela contemplaria um produto teoricamente perfeito e todos sabem que isso não existe (senão por que os fabricantes renovam seus produtos todos os anos?).

Mesmo assim achamos que a nota 10 pode ser usada para homenagear um produto realmente revolucionário ou que se destacou num comparativo.

26 abril, 2007 Posted by | Editorial | 12 Comentários