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bits, bytes e bravata!

Review: Chimera Media Center

A idéia de ter um PC como uma central de entretenimento doméstico — ou Media Center, como ficou mais conhecido — não é uma idéia nova, uma vez que o hardware necessário já existe há anos na forma de acessórios, como placas de captura de vídeo, receptores de TV, unidades de CD e DVD, etc.

O desafio sempre foi o de fazer com que todos esses componentes (não necessariamente do mesmo fabricante) trabalhassem harmonicamente, por meio de uma interface simples e padronizada.

O grande impulso veio com o lançamento do Windows XP Media Center Edition (MCE) que, como o próprio nome sugere, vem como uma aplicação exclusiva que concentra todas as funções de áudio e vídeo numa única interface simplificada. Esta interface pode ser operada à distância com a ajuda de um controle remoto. Daí, surgiu o termo “10-foot experience“, ou seja, a experiência de controlar o PC à distância — os tais 10-foot (ou 3 metros) — com a mesma facilidade com que fazemos hoje com a TV.

Os fabricantes de hardware, por sua fez, contribuíram com o desenvolvimento de PCs mais com cara de eletrônico de consumo, de modo que o mesmo pudesse ficar ao lado do aparelho de som ou do videocassete sem arruinar a decoração da sala.

No Brasil, graças ao fato da Microsoft nunca ter disponibilizado uma versão do XP MCE em português, a divulgação da aplicação não foi mais ampla. Mas isso não impediu que alguns pioneiros locais, como a Semp Toshiba e a Syntax, colocassem seus produtos no mercado.

Apresentando o Chimera

chimera_box.jpgFoi em 2006 que tive o primeiro contato com o Chimera Media Center, da Syntax, ainda com o Windows XP MCE em inglês pré-instalado. Mas, por um motivo ou outro, decidimos esperar pela chegada da versão com Windows Vista Home Premium para fazer uma análise mais detalhada. A razão: esta seria a primeira versão com interface totalmente em português, atingindo assim um público mais amplo.

Desde o início, a Syntax se preocupou com a chamada “out of box experience”, ou seja, que desde a retirada do produto da caixa até a sua instalação, tudo fosse o mais simples possível, mesmo para um leigo no assunto. Para isso, a empresa desenvolveu uma embalagem especial com um guia de rápido de montagem e até um DVD que orienta a instalação passo a passo.

chimera_acessorios.jpgEssa iniciativa é muito interessante, pois o Chimera vem com um número significativo de cabos e acessórios. Além da CPU propriamente dita, ele vem com um controle remoto e teclado sem fio, com suas respectivas interfaces USB, e uma infinidade de cabos e adaptadores que podem ser utilizados nas várias opções de instalação.

Como o produto foi feito para ser ligado na TV, o Chimera não vem com monitor incluso, apesar de que nada impede que tal periférico seja até mesmo usado simultaneamente com uma TV.

Hardware e desempenho

O gabinete do modelo analisado mede aproximadamente 33 x 14,5 x 39,5 cm (LxAxP). Ele é apresentado na cor prata e foi feito para trabalhar na horizontal. O que parece ser o controle de volume, à esquerda, é na realidade o botão de liga/desliga do aparelho. O gravador de CD/DVD fica na parte de cima do painel e a parte de baixo esconde um leitor de cartão de memória Flash 4-em-1 (CF, SM, SD/MMC e MS), três portas USB, uma firewire (não conectada) e duas portas de som para fone de ouvido e microfone.

O painel traseiro possui todas as entradas e saídas típicas de um PC como serial, paralela, teclado e mouse PS/2, quatro portas USB, rede Fast Ethernet, som, etc.

Para ligá-lo num monitor de vídeo, o Chimera dispõe de uma interface SVGA e DVI. No caso de uma TV, existe uma porta S-Video que pode ser adaptada para vídeo componente por meio de um cabo que acompanha o produto. A recepção de TV, FM e vídeo fica por conta de uma placa dedicada já instalada de fábrica.

chimera_top.jpgO sistema é construído ao redor de uma placa mãe Gigabyte GA-945GM-S2 (montada no Brasil pela Digitron) equipada com um processador Pentium D 925 (dual core) de 3,0 GHz, 1.024 MB de RAM e um disco rígido de 120 GB. Sua aceleradora gráfica on-board é a Intel GMA 950 com uma segunda saída (DVI + S-Video) implementada graças a uma placa de vídeo da PixelView (sem GPU nem memória) instalada no slot PCI-E 16x. O gravador é um DVD-RW SHW-160P6S Dual Layer, da Lite-On.

Nos testes sintéticos realizados com o PCMark 2005, o Chimera obteve uma média geral de 3.297 pontos, 22% mais veloz que o nosso PC de referência, equipado com um processador Pentium 4 de 3,2 GHz.

Por usar uma aceleradora gráfica Intel GMA 950 não achamos necessário avaliar seu desempenho em 3D, já que não se trata de seu público-alvo.

Entretanto, reproduzi um teste proposto pelo meu colega Rafael Rigues, da PC Magazine Brasil, e recodifiquei um filme em DVD para o formato AVI de 640 MB com o auxílio do Auto Gordian Knot 2.40. Resultado, o AutoGK realizou a tarefa em 2h05m46s, 17 minutos a menos que o nosso PC de referência, o que caracteriza o Chimera como um equipamento veloz e acima da média do mercado.

Nos testes realizados com o Media Center, os comandos responderam com uma certa lentidão (mais que 2 segundos) a certos comandos do controle remoto. A maior diferença notada foi o fato de a nova interface do Vista permitir a navegação das opções também na horizontal, ao contrário da versão baseada no XP onde as opções rolavam apenas na vertical.

Quando necessário, o sistema acessava a Internet à procura de alguma atualização.

Indo ao que realmente interessa

Ligamos esse produto numa TV SlimFit Samsung Wide de 32″ e a conexão via DVI não reescalou a tela corretamente. Conseguimos melhor resultado com a conexão analógica via S-Video, que permitiu o ajuste manual da tela para o formato Wide de 720 linhas sem nenhuma distorção de imagem.

Observamos, porém, que trabalhando numa TV convencional de 29″ (ou menor) o uso do equipamento como um PC pode se tornar difícil.

Ao contrário da versão que vimos com XP MCE, as opções disponíveis eram relativamente poucas, resumindo-se à reprodução de mídias, de imagens, de músicas e a execução de alguns joguinhos. Isso pode ser explicado em parte pela entrada ainda recente do Vista no mercado.

De qualquer modo, fiquei impressionado com a aplicação de TV, cuja imagem era de boa qualidade e foi capturada com perfeição pelo gravador de vídeo. Ao terminar o processo, o Media Center pergunta se o usuário deseja manter a gravação do PC ou passá-la para um CD ou DVD, no formato de arquivo ou mesmo de um DVD-Vídeo.

No geral, minha impressão do produto foi boa, mas acredito que o Chimera precisa passar por pequenos ajustes para ficar dentro das expectativas de seu público-alvo, como por exemplo, oferecer suporte para HDMI e habilitar — ou pelo menos avisar — que a porta FireWire não funciona.

Com relação à disponibilidade de conteúdo on-line, como o download de Widgets, joguinhos on-line, músicas e vídeos, ainda dependerá da oferta do mercado. Mas com a entrada do Vista Home Premium no mercado, acredito que as coisas comecem a andar mais rápido. Para ajudar a manter seus usuários informados sobre seus Chimeras, a Syntax conta com um site especialmente dedicado ao produto.

Ouvi dizer que a Microsoft está para fazer alguns anúncios interessantes nessa área nas próximas semanas. É só esperar para ver.

Resumo:

Syntax Chimera

Resumo: Media Center para aplicações de Home Theater. Versão baseada no Windows Vista que atende plenamente às necessidades do usuário doméstico, mas precisa de um tempo para que os novos produtos e serviços baseados na plataforma decolem. A porta FireWire disponível no painel não funciona.

Avaliação: 4,9 — Talvez você sinta falta de algum recurso mas, no geral, ele cumpre o que promete. (Entenda nossa metodologia aqui).

Preço sugerido: R$ 2.499

Onde encontrar
Americanas.com
Magazine Luiza
Tybo

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17 junho, 2007 - Posted by | Hardware, Review

5 Comentários »

  1. Você não falou nada sobre o sistema de audio. Pelo que eu vejo este é um grande problema na área de informática, ninguém parece se importar com som no PC.
    Já vi dois produtos do tipo Home Center e nenhum deles tem a saída s/pdif ou as conexões analógicas para 6 canais.
    Parece que no caso do Chimera, quem quiser usar o canal digital s/pdif, terá que comprar um cabo à parte e perder a garantia para poder instala-lo.
    Fora este pequeno deslise de sua parte o artigo ficou muito bom.

    Comentário por Luiz Siqueira Neto | 5 setembro, 2007 | Responder

  2. Excelente artigo.
    Alguém já comprou para nos dar algumas impressões práticas sobre o aparelho?
    Estou em dúvida entre um comprar um Chimera ou um Xbox 360.
    Quem puder me ajudar agradeço.

    Comentário por Luís Henrique | 9 setembro, 2007 | Responder

  3. Eu tenho um, e vou escrever um artigo no meu Blog. Se quizer pode entrar em contato.

    Comentário por Luiz Siqueira Neto | 20 setembro, 2007 | Responder

  4. *quiser

    Comentário por Luiz Siqueira Neto | 20 setembro, 2007 | Responder

  5. A matéria no meu Blog já está pronta.

    http://luizsiqueiraneto.blogspot.com/

    Comentário por Luiz Siqueira Neto | 3 outubro, 2007 | Responder


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