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Videogame é doença?

Uma comissão da Associação Médica Americana (AMA) irá decidir em breve, se o vício por jogos eletrônicos pode ser reconhecido como uma doença mental, recebendo a mesma classificação que os apostadores compulsivos têm.

Essa história começou em 1982, época em que a AMA divulgou seu primeiro relatório sobre os efeitos danosos da violência na TV. Com o passar do tempo, a entidade ampliou seu foco para outras mídias, como cinema e, agora, para os videogames.

Trata-se de um documento interessante — por sinal, ótimo para trabalhos escolares —, já que ele traz uma visão geral do mercado americano e mundial de jogos eletrônicos, rascunha o perfil do chamado gamer típico (sexo masculino na faixa dos 30 anos que passa de 6,8 a 7,6 horas por semana jogando), além de fazer uma análise resumida, porém bem informativa, sobre as benesses e os malefícios dessa atividade que realmente veio para ficar.

A cereja do bolo está no final do documento, na seção de recomendações.

Abre aspas:

1. That our American Medical Association (AMA) urge agencies such as the Federal Trade Commission as well as national parent and public interest organizations such as the Entertainment Software Rating Board, and parent-teacher organizations to review the current ratings system for accuracy and appropriateness relative to content, and establish an improved ratings systems based on a combined effort from the entertainment industry and peer review. (Directive to Take Action)

2. That our AMA work with key stakeholder organizations such as the American Academy of Pediatrics and the American Academy of Family Physicians to (a) educate physicians on the public health risks of media exposure and how to assess media usage in their pediatric populations; and (b) provide families with educational materials on the appropriate use of video games. (Directive to Take Action)

3. That our AMA, in accordance with the position of the American Academy of Pediatrics, support the recommendation of 1 to 2 hours of total daily screen time, and that the total time allotted to playing video games should be included in that 1 to 2 hour allotment. (Directive to Take Action)

4. That our AMA support increased awareness of the need for parents to monitor and restrict use of video games and the Internet and encourage increased vigilance in monitoring the content of games purchased and played for children 17 years old and younger. (New HOD Policy)

5. That our AMA encourage expanded research by organizations such as the Centers for Disease Control and Prevention, the National Science Foundation and the National Institutes of Health to fund research on the long-term beneficial and detrimental effects not only of video games, but use of the Internet by children under 18 years of age. (Directive to Take Action)

6. That our AMA strongly encourage the consideration and inclusion of “Internet/video game addiction” as a formal diagnostic disorder in the upcoming revision of the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders-IV. (Directive to Take Action)

Fecha aspas.

Tais recomendações são baseadas no bom senso e, no geral, bastante positivas, uma vez que elas encorajam uma atitude mais proativa por parte dos órgãos de auto-regulamentação e dos profissionais de saúde no sentido de alertar sobre os efeitos negativos dos jogos.

Os pais e/ou chefes de família, por sua vez, deveriam ficar mais atentos ao que seus filhos fazem nos computadores e/ou consoles.

Entretanto, o item 6 é particularmente polêmico, pois, caso o hábito de jogar videogames seja classificado como uma “desordem mental”, isso pode ser o argumento final que muitos grupos esperavam para pressionar as autoridades pela criação de mecanismos de controle mais rígidos sobre o conteúdo dos jogos.

As conseqüências podem variar de medidas mais formais do que efetivas — como estampar selos de avisos semelhantes aos dos maços de cigarro —, optativas e até meio inócuas — como aqueles “v-chips” que mandaram colocar nas TVs e não sei quem usa —, até medidas mais extremas, como simplesmente, aprovar leis que proíbam a circulação e o comércio de tais conteúdos.

Baixe o documento na íntegra aqui. Se preferir, existe uma versão em cache no Google, que pode ser lida on-line.

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17 junho, 2007 - Posted by | Notícia, Novas idéias, Opinião, Papo cabeça

1 Comentário »

  1. […] Videogame é doença? […]

    Pingback por China inicia combate aos web-junkies « mnagano.com | 17 julho, 2007 | Responder


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