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bits, bytes e bravata!

LCDs no Laboratório Digital

Para aqueles que ainda não sabem, desde o mês passado sou o responsável pela elaboração dos testes comparativos do programa Olhar Digital, que vai ao ar todo domingo às 15:30 horas da tarde.

Esta seção do programa — batizada de Laboratório Digital — é apresentada sempre no último fim de semana do mês, ou seja, dessa vez caiu hoje, dia 24 de junho.

O tema desse mês são os LCDs widescreen de 19″, um projeto que tinha na minha cabeça desde abril deste ano, mas que foi adiado por conta de minha saída da IDG e da pauta do próprio Olhar Digital, que há havia programado SmartPhones para o mês passado.

Não vou esticar muito esse assunto, já que além da apresentação na TV, haverá uma análise mais ampla e detalhada que estará disponível no site do programa a partir de hoje.

Garanto que o padrão de qualidade dos testes é tão bom quanto o das concorrentes impressas.

Minha maior preocupação nessa matéria — além de avaliar tecnicamente cada produto —, foi de tentar esclarecer o público sobre as diferenças entre o formato tradicional mais “quadrado” (conhecido como 4:3) e o widescreen uma vez que, na minha opinião, existem vantagens e desvantagens em ambos os formatos.

Um bom exemplo foi minha experiência ao trocar minha boa e velha TV de 29″ por um modelo widescreen (16:9) de 32″ (Yay!).

Como todo testador de hardware que se preze, fiz todo tipo de conexão maluca no novo aparelho: da antena de TV até PC via HDMI.

No geral, fiquei muito satisfeito com o produto, especialmente na reprodução de filmes em DVD e de conteúdo digital pelo computador.

Minha única decepção ficou por conta da recepção de TV aberta,  pois a qualidade de imagem perde um pouco ao passar da resolução-padrão de 525 linhas para o wide de 720 linhas.

Fora isso, existe a questão do padrão de formato: do mesmo modo que estamos acostumados a ver filmes em cinemascope, com as notórias faixas pretas na horizontal nas telas 4:3; no caso dos programas de TV nas telas wide, o efeito é o contrário, ou seja, se o usuário não quiser “achatar” a imagem da TV para encaixá-la numa tela em 16:9, existe a opção de ver o programa no formato correto, porém com as notórias faixas pretas — agora na vertical (Boo!).

Só por curiosidade, eu medi a diagonal da imagem em 4:3 na minha tela de 32″ e descobri que ela tem o mesmo tamanho de uma tela de 22″ (*#@&%¨$!), ou seja, hoje eu assisto à TV aberta numa tela “menor” que no meu velho aparelho de 29″.

Moral da história: se você estiver interessado numa tela wide e gosta realmente de novela ou futebol na TV, verifique primeiro se você gosta da qualidade de recepção da TV aberta antes de bater o martelo.

Note que, na maioria das lojas, as TVs em demonstração não mostram programas de TV, e sim filmes em DVD conectados ao player com cabos de vídeo componente, que mostram a melhor qualidade de imagem possível.

Não diria que o comércio estaria enrolando o consumidor, já que não tem nada de errado mostrar as vantagens do produto. Nesse caso, o consumidor também deve estar consciente do que realmente espera do novo aparelho de TV e não achar que tudo ficará bom só porque a tecnologia é nova.

É como comprar um carro pensando apenas na sua velocidade máxima, sem se preocupar no seu desempenho no trânsito da cidade.  ;^)

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24 junho, 2007 - Posted by | Editorial, Opinião

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