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A mágica do mito em Guerra nas Estrelas

Quando fiz meu comentário sobre os 30 anos de Star Wars, citei o livro de Joseph Campbell — O Herói de Mil Faces —, que ainda pode ser encontrado nas livrarias.

Mas, quando navegava hoje no Submarino.com, notei que eles oferecem (ou pelo menos dizem que oferecem), outra obra que considero essencial para saber mais sobre as referências culturais e históricas, usadas na primeira trilogia de Lucas.

sw_magic_mith.jpgEla se chama Star Wars: The Magic of Myth — The companion to the Star Wars exhibition at the Smithsonian (ISBN: 0553378104 / 978-0553378108), produzido especialmente para uma exposição de mesmo nome realizada pelo National Air and Space Museum no final dos anos 1990.

Trata-se de um livro-catálogo de 224 páginas, impresso em papel de primeira, ricamente ilustrado e escrito pela sua curadora, Mary Henderson.

Um dos grandes méritos dessa obra é não ser necessariamente voltada para o fã de carteirinha, mais interessado em informações técnicas e até mesmo fantasiosas — como detalhes do caça RZ-1 “A-Wing” fabricado pela Dodonna/Blissex, que utiliza propulsores Twin Novaldex J-77 “Event Horizon” de 400 KTU e sistema de navegação Torplex Rq9.Z, (bla, bla, bla…) — e sim, um trabalho mais leve e conciso, que procura mostrar por meio de uma linguagem simples e ilustrativa, toda a magia de Guerra nas Estrelas para um público que gostaria de saber mais sobre esse assunto.

Ou seja, se não fosse um livro, esse trabalho daria um tremendo documentário.

Boa parte do livro é dedicada ao Mito do Herói traçando paralelos entre suas idéias de Campbell e os filmes.

A segunda parte é mais dedicada às outras influências culturais e histórias que Lucas e sua equipe pegaram, deram uma mexida e apresentaram com uma cara nova. O atrativo adicional é o de mostrar a imagem original ao lado da versão do filme.

Essas comparações são inúmeras e vão desde o visual e as atitudes do cowboy norte-americano (Han Solo), passando pelos samurais e sua filosofia oriental (Obi Wan, Yoda, Vader), chegando até ào comportamento frio e o autoritarismo dos oficiais do Império, que mais lembram militares nazistas.

Os grandes conflitos do século XX também marcam presença. Podemos ver elementos da guerra de trincheiras (1ª Guerra Mundial) na batalha de Hoth; combates aéreos como a batalha de Midway (2ª Guerra Mundial), que lembram a de Yavin; e mesmo as indumentárias dos pilotos rebeldes lembram os macacões dos pilotos da marinha norte-americana (Vietnã?), cuja cor laranja ajudaria a resgatá-los, caso caíssem no mar.

A nave de Solo — a Millenium Falcon — possui vários detalhes inspirados em bombardeiros norte-americanos. Sua cabine de comando, na forma de “estufa de plantas” (greenhouse window), foi copiada dos B-29 e as torres de defesa lembram aquelas usadas nos B-17.

Boa parte desse conteúdo está disponível on-line. E, como disse anteriormente, o Submarino.com mantém esse título como disponível (R$ 64,09 + frete grátis), mas pede 4 semanas (ou mais) para entregar na Grande São Paulo, o que levanta suspeitas de que eles não contam com o produto em estoque, e teriam de importar de algum lugar.

Talvez seja mais seguro encomendar um no Amazon.com (US$ 19,06 + frete), que, na época em que escrevi essa nota, ainda dispunha de cinco exemplares.

Ótima leitura! Enriqueça seus conhecimentos! Impressione seus amigos e faça sucesso com a as garotas!

Eu recomendo.

Ainda em tempo:

Para quem não sabe, o Submarino.com ainda vende a nova versão em DVD da trilogia original (episódios IV, V e VI – a R$ 22,90 cada) de Guerra nas Estrelas, cujo principal atrativo — na minha opinião — nem é o filme em si, mas sim o seu pacote de extras, que inclui a versão original dos cinemas (Yay!).

Eu sempre suspeitei que os marketeiros da Lucas Arts não iriam resistir à tentação de relançar o que poderíamos chamar de “Star Wars Classics” em todo o seu esplendor e com todos os “defeitos especiais” que Lucas “corrigiu” nas versões remasterizadas (Boo!).

O que pode parecer algo negativo, para mim tem um charme especial e até nostálgico, já que os filmes originais não estão disponíveis no Brasil desde a trilogia em VHS lançada pela Abril Video em 1997, e mesmo assim com as imagens devidamente cortadas para encaixar no padrão de tela 4:3.

De fato a versão original mostrada nos DVDs tem um padrão de tela ainda mais largo que a remasterizada. Com isso, é possível ver alguns enquadramentos que tiram o máximo proveito dessa tela, a exemplo do que já fez Akira Kurosawa em alguns de seus filmes.

É interessante ver como a equipe de produção de Lucas tirou água de pedra para produzir filmes visualmente tão impressionantes — com um pouco mais do que truque de lentes, miniaturas de diversos tamanhos e muito chroma key — já que, naquela época, computergraphics ainda era coisa de “ficção científica”.

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29 junho, 2007 - Posted by | Dicas, Genshiken, Opinião, Papo cabeça

1 Comentário »

  1. Vou comprar os DVDs antes que acabem. 😀

    Comentário por Marilu | 4 julho, 2007 | Responder


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