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bits, bytes e bravata!

Linus fala sobre Linux para o CW

Para quem acha que o Computerworld (Hi, Alê! Hi, Lu!) é um noticiário meio sisudo e muito corporativo para o seu gosto, pode baixar um pouco a guarda e curtir algumas matérias muito interessantes que aparecem entre um resultado financeiro e outra matéria sobre governança.

Um bom exemplo é uma longa entrevista com Linus Torvalds — considerado o Pai Linux — feita por Peter Moon (Hi, Pete!), que também entrevistou outras figurinhas carimbadas, como Steve Wozniak (co-fundador da Apple) e, mais recentemente, Chuck Yeager (o primeiro homem a romper a barreira do som).

Ele me disse que um dos próximos de sua lista de entrevistados é Justin Rattner, CTO da Intel. Fora isso, estou ajudando ele a tentar localizar um personagem que, caso dê certo, promete ser um cara historicamente tão interessante quanto Woz.

Como todo europeu de cabeça boa, nascido na terra da Nokia, Linus está mais interessado numa vida tranqüila — casa, família e educação dos filhos, etc. — do que ter uma pilha de dinheiro no banco.

Por causa disso, ele diz não estar arrependido de ter liberado o código do seu anteprojeto de sistema operacional em outubro de 1991, desencadeando uma segunda revolução na informática, baseada no esforço colaborativo que, no final das contas, fez do Linux o fenômeno que ele é hoje.

Meu trecho favorito é quando ele expressa suas opiniões sobre software livre e a sua visão sobre o pessoal de Redmond.

Abre aspas:

Não vejo isso como uma “batalha”. Faço o que faço porque gosto e acho que vale a pena, e não estou nessa por causa de nenhuma cruzada anti-Microsoft. Usei alguns produtos da Microsoft ao longo dos anos, mas nunca nutri uma forte antipatia contra eles. A Microsoft simplesmente não me interessa. E o movimento de código aberto não é um movimento anti-Microsoft, apesar de haver certos grupos que talvez participem devido aos seus sentimentos anti-Microsoft.

O código aberto é um modelo sobre como fazer coisas, e eu acredito que este é um jeito muito melhor de fazer as coisas. O código livre vai tomar conta do mercado não por causa de nenhuma “batalha”, mas simplesmente porque jeitos melhores de fazer as coisas eventualmente tomam o lugar de métodos inferiores.

Por acaso a “ciência” é uma batalha contra a “ignorância”? Não, a ciência simplesmente é. E ela funciona tão bem que assume o lugar de velhas noções ignorantes. Não precisamos nos preocupar com gatos pretos cruzando a nossa frente, passar por baixo de escadas ou espelhos quebrados, pois hoje sabemos como o mundo funciona, e nos demos conta de que gatos pretos não são mais um sinal de perigo.

Fecha aspas:

Leia a entrevista na íntegra no link abaixo:

Linus Torvalds — A Microsoft é irrelevante

Veja também:

Chuck Yeager: “Por que nós iríamos querer ir até Marte?”

Steve Wozniak: A era do computador não acabou

(rev.ok)

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12 agosto, 2007 - Posted by | Linux, Notícia, Opinião

1 Comentário »

  1. Aê, Mario-san!!! Valeu pela leitura e pelo link! A gente vem trabalhando bastante pra mudar essa percepção de conteúdo mega corporativo e acredito que estamos mudando isso.
    Abração e parabéns pelo blog (ser citado no The Inquirer não é pra qualquer um…),
    Ale

    Comentário por Ale Scaglia | 13 agosto, 2007 | Responder


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