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bits, bytes e bravata!

AMD revela detalhes do Barcelona

barcelona.jpgCom a chegada dos novos processadores Opteron dual e quad-core, prevista para o dia 10 de setembro, a AMD Brasil reuniu alguns jornalistas para falar um pouco sobre as novidades desses novos chips, roadmaps e alguma coisa sobre a versão para desktops que será conhecida comercialmente como Phenom.

Como sempre, a apresentação foi feita pelo gerente de tecnologia da AMD Brasil, Roberto Brandão, que se esforçou ao máximo para explicar os novos conceitos aos presentes.

barcelona_roadmap_a.jpgAntes de mais nada, Brandão deixou claro que, apesar da popularidade do nome Barcelona, esse codinome se refere apenas à linha de chips para servidores e não a toda a família K10.

Por exemplo, os Barcelona serão os novos AMD Opteron série 800/8000, quad-cores voltados para sistemas de quatro soquetes (totalizando oito núcleos) e a série 200/2000, quad-cores voltados para sistemas com um soquete, todos com soquete padrão “F”.

Observe nas imagens de roadmap que as cores identificam o processo de fabricação (verde = 90 nm, azul = 65 nm e vermelho = 45 nm). As informações em amarelo indicam novos recursos.

Existe ainda o Opteron 100/1000 “Budapest” com soquete AM2, nas versões quad e dual-core mais voltado para estações de trabalho, sendo que uma variação da versão dual-core seria a base o Phenom.

Inicialmente esses chips sairão com envelope térmico de 95 W (mainstream) e de 68 W (baixo consumo), com clocks variando de 1,7 GHz até 2,0 GHz.

barcelona_core.jpgSegundo a AMD, um dos motivos para o Barcelona “demorar” para ficar pronto é que a empresa decidiu partir para uma reformulação completa do núcleo K10 em relação ao K8, de modo que o mesmo estivesse pronto para os avanços futuros.

Brandão explicou que foram criados grupos de desenvolvimento focados em cada sub -item do processador, de forma que cada um deles recebeu um tratamento especial que poderia ser convertido em mais eficiência e, no final das contas, melhor desempenho.

Uma das características mais interessantes é a capacidade de controlar a velocidade de cada núcleo de maneira dinâmica e a capacidade de desligar pequenos circuitos e até áreas inteiras de cada núcleo, com o objetivo de economizar energia.

Outra implementação importante é o Balanced Smart Cache que adicionou um terceiro cache L3 de 2 MB (ou mais) de uso comum entre todos os núcleos, mantendo para cada um deles seu próprio cache de L2 de 512 KB e L1 de 128 KB.

Brandão explicou que, desse modo, as aplicações funcionariam bem em multiprocessamento e melhor ainda na virtualização de máquinas, o novo Nirvana do mundo dos servidores.

O controlador de memória também recebeu tratamento especial, sendo capaz de receber alimentação específica, independente do núcleo de processamento. Assim, é possível fazer com que alguns núcleos funcionem a velocidade reduzida (economizando energia) mantendo o controlador funcionando a todo vapor.

Curiosamente, esse recurso funciona somente nas novas placas-mãe com esse recurso previsto. Caso contrário, tanto os núcleos quanto os controladores trabalham com o mesmo clock, garantindo assim retrocompatibilidade com alguns modelos convencionais.

Ao contrário de sua concorrente, a AMD preferiu manter-se fiel ao padrão DDR2 ao invés de partir para o FBDIMM, algo importante se levarmos em consideração que o controlador de memória dos chips AMD64 vem integrado ao núcleo do processador.

A empresa defende sua decisão, afirmando ver desvantagens no uso do FBDIMM, principalmente em termos de consumo de energia e de geração de calor.

Testes apresentados pela empresa, mostram que, mesmo sem estar trabalhando (idle), as FBDIMM consomem até 10,4 W contra 1,8 W das DDR2.

De qualquer modo, se for o desejo da indústria adotar o FBDIMM, será necessário somente alterar o desenho do controlador de memória e não todo o projeto.

barcelona_desk.jpgCom relação ao K10 para desktops, a AMD mostrou algumas tabelas descrevendo os produtos para sua linha de desktops, com o Phenom assumindo a posição de chip mais topo de linha, deixando os Athlon como chips dual-core de entrada, a exemplo dos novos Pentium Dual Core, da Intel.

E, assim como o Celeron, o Sempron se mantém como o chip de valor e o último na versão single-core.

Mas ao contrário do pessoal de Santa Clara, Brandão não vê empecilhos de que o Sempron algum dia se torne um chip dual-core, já que muitos Semprons de hoje já foram Athlon 64 do passado.

Trata-se apenas de uma questão de nomenclatura, conclui ele.

Com relação ao futuro, a própria arquitetura do Barcelona permitirá, por exemplo, que dois núcleos quad-core sejam montados lado a lado no mesmo encapsulamento — e unidos pelo crossbar — se transforme em um chip de oito núcleos totalmente funcional — o que pode ser uma vantagem competitiva nos próximos lançamentos.

barcelona_roadmap_45.jpgEle também observa que, com a entrada do processo de fabricação de 45 nm, sua empresa terá condições de botar em prática novos chips já em estágio de desenvolvimento conhecidos pelos codinomes Shangai, Montreal e Suzuka (em vermelho).

Além disso, Brandão falou um pouco sobre o Fusion, o revolucionário processador com aceleradora gráfica integrada previsto para chegar ao mercado em 2009.

Ele acredita que as primeiras versões serão voltadas para notebooks que poderão tirar mais proveito dessa nova tecnologia.

Entretanto, ele vê aplicações ainda mais interessantes no segmento de servidores, onde a capacidade de devorar números da aceleradora gráfica pode não ser usada para gráficos, mas sim como um co-processador vetorial, melhorando dramaticamente o poder de processamento desses chips.

Quem viver verá.

(rev.ok)

24 agosto, 2007 Publicado por | AMD, Notícia, Tecnologia | Deixe um comentário

Sony desenvolve bio-bateria a glicose

bat_glicose.jpgA Sony Corp. apresentou ontem (23/08) um protótipo de bio-bateria que, assim como nos seres vivos, utiliza carboidratos (açúcar) e enzimas para gerar energia.

Com isso, a empresa pretende utilizar fontes naturais e renováveis de açúcar, para produzir “eco baterias”.

Cada módulo (ou célula) desta bio-bateria é formado por um cubo de 3,9 cm de lado — com capacidade para 40 cm³ de combustível — e capaz de gerar uma corrente de aproximadamente 0,8 volts x 50 miliwatts.

Foram necessárias quatro delas para alimentar um player MP3 da empresa, usado na demonstração (foto).

O sistema é formado por três camadas: um ânodo de material condutor e enzimas capazes de digerir a glicose, um elemento separador à base de celofane e um cátodo também feito de material condutor e outra enzima redutora de oxigênio.

Assim, quando a solução à base de glicose e fosfato de sódio entra em contato com o ânodo, esta se oxida e se decompõe gerando elétrons e íons de hidrogênio.

Estes são atraídos pelo cátodo e, a partir desse momento, o processo é mais ou menos como o que ocorre nas células de combustível convencional, onde os íons de hidrogênio reagem com o oxigênio capturado do ar para gerar água mais energia.

Por meio desse processo eletroquímico, os elétrons passam por fora desse sistema, gerando eletricidade.

Segundo a Sony, a pesquisa agora será direcionada para tornar esse processo mais eficiente.

Mais detalhes no site da Sony.

Lá, você vai encontrar um interessante vídeo que mostra o funcionamento da bateria e uma segunda demonstração, que apresenta outra bio-bateria, funcionando com uma simples “bebida esportiva” que contém glicose.

Meu palpite, é que essa bebida é o bom e velho Pocari Sweat.

(rev.ok)

24 agosto, 2007 Publicado por | Notícia, Novas idéias, Tecnologia | 1 Comentário

Como fazer uma boa apresentação (sem levar ovo na testa)

Reproduzo abaixo um texto baseado numa matéria que escrevi a muito tempo atrás, e que achei perdida na minha pasta de documentos.

As informações foram tiradas de um pequeno livro de treinamento interno da Infocus (fabricante de projetores multimídia), que me foi emprestado na época pelo meu colega Luís Carlos de Carvalho, atual gerente comercial da Pleomax.

Tratam-se de uma série de dicas e truques que não se limitam aos malabarismos visuais de programas de apresentações como PowerPoint, e sim da própria técnica de montar a sua apresentação, desde o seu rascunho até a maneira de conduzi-la.

Espero que apreciem essa sessão nostalgia:

Enjoy!

Como fazer uma boa apresentação (sem levar ovo na testa) (título original, recusado pelo editor)

Como uma apresentação pode ser a diferença entre a vida e a morte de um negócio, vale a pena conhecer algumas dicas e truques dessa interessante e, às vezes — pouco conhecida arte — para, no mínimo, não contar apenas com a sorte ou com a piedade da platéia para ser bem sucedido.

Preparação do roteiro

Antes de mais nada, organize suas idéias: determine seus objetivos (ensinar algo, vender um produto, conquistar novos membros para sua causa); depois enumere os principais tópicos da sua apresentação e, finalmente, detalhe cada um deles.

Esse roteiro pode ser a base das telas que formarão a apresentação.

Quando estiver elaborando o conteúdo das telas da apresentação, prepare um texto voltado para os espectadores mais informados, reservando sua capacidade de explicar verbalmente para as pessoas mais leigas no assunto.

Uma estratégia muito usada em apresentações é a técnica de transmitir o principal de sua apresentação pelo menos três vezes, sempre com a preocupação de enriquecer cada um desses passos com novos detalhes, de modo que isso não pareça muito repetitivo.

Isso pode ser feito com a apresentação prévia dos tópicos na forma de uma agenda ou listando os objetivos, seguida pelo conteúdo principal que normalmente termina com uma revisão resumida.

Feito isso, é comum reservar um tempo para uma sessão de perguntas e respostas.

Texto nas telas

Na hora de desenhar as telas de sua apresentação, procure utilizar fundos ou logotipos padronizados em todas elas, de modo a manter a uniformidade visual em todas as suas apresentações – presentes e futuras – uma prática freqüente no mundo corporativo.

Mantenha sempre um desses fundos à mão, já que nunca se sabe quando você deverá preparar uma apresentação para ontem.

Outra preocupação é de nunca sobrecarregar visualmente as telas.

Procure não usar mais do que 30 números de cinco dígitos ou mais de 36 palavras arranjadas em, no máximo, seis linhas. Pode-se esticar esse número para até oito às custas de algum desconforto da platéia.

O texto deve ocupar entre 2/3 a 3/4 da tela, usando sempre caracteres grandes, largos e não vazados (de fundo sólido).

Fontes do tipo Helvética e Times Roman podem não parecer visualmente atraentes, mas são ótimas para esse tipo de aplicação.

Uso de gráficos

Os gráficos comerciais já foram descritos como a arte de transmitir visualmente certas informações de maneira “dramática”, de modo a enfatizar ou não alguma mensagem a eles associada.

Sabendo disso, procure utilizar o melhor tipo de gráfico para passar as suas idéias.

Por exemplo, para apresentar as partes de um todo, os gráficos do tipo torta são os mais indicados. Para comparar vários elementos, utilize os gráficos de barras. E os gráficos de linhas são mais adequados para mostrar mudanças de um elemento durante o passar do tempo.

Uma dica interessante é usar as linhas para mostrar pequenas variações, barras para mostrar médias e pontos para mostrar uma convergência, quando linhas em zigue-zague podem tirar a visão de tendência.

A cor da informação

Procure utilizar as cores a seu favor na hora de enfatizar os pontos de destaque da sua apresentação.

Por exemplo, cores vivas sobre as neutras ou tons mais claros sobre os escuros ou vice-versa, de acordo com o contexto.

As cores básicas, vivas e chapadas produzem melhor visibilidade do que cores secundárias, efeitos de sombra ou texturas complexas. Não se esqueça também de que as cores por si só também transmitem mensagens.

O exemplo clássico é o vermelho que, no mundo financeiro, é associado a perdas ou a algum tipo de prejuízo. Se esse for o tom de sua mensagem, não existe cor melhor.

Veja como as cores podem reforçar uma mensagem:

VERMELHO: Estimula uma forte resposta emocional. Pode motivar uma platéia.

AMARELO:Associado com otimismo, mas seu brilho pode distrair ou cansar a platéia.

VIOLETA: Associado com irresponsabilidade. Pode ser usado para brincadeiras.

AZUL: Indica calma, credibilidade ou uma visão conservadora de certa informação.

VERDE: Apresentações que requerem uma resposta da platéia são mais eficientes com essa cor.

PRETO: Percebido como algo final. Ótimo para mostrar informações financeiras ou enfatizar algo.

Na hora do Show

Sempre revise suas apresentações e, quando for possível, faça um ensaio com o equipamento que será usado na apresentação para se certificar de que tudo está funcionando de acordo com o previsto e dentro do tempo desejado da apresentação.

Certifique-se de que o controle remoto está funcionando e que você saiba como operá-lo.

Nesse momento, a presença de uma platéia mais amigável e menos irônica (como um colega de trabalho) ajuda a encontrar inconsistências e falhas na apresentação. Alguns apresentadores gostam de iniciar suas palestras, fazendo algum tipo de graça ou brincadeira para quebrar o gelo do primeiro contato com a platéia.

Outros se movimentam durante a apresentação, para ver se sua platéia o acompanha com os olhos. Isso pode ser uma maneira discreta de ver se as pessoas estão prestando a atenção ou não em você.

Finalmente, não assuma essas dicas como dogmas. Um pouco de entusiasmo ou mesmo uma abordagem original pode ser mais importante do que apenas seguir regras.

(rev.ok)

24 agosto, 2007 Publicado por | Dicas, Faça você mesmo, Papo cabeça | Deixe um comentário

   

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