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bits, bytes e bravata!

O zen e a arte de programar dezenas de núcleos

Pré-IDF São Francisco 2007: Boa parte do dia da imprensa com o grupo de Pesquisa e Desenvolvimento da Intel foi dedicada ao desafio de como criar programas, tirando o máximo proveitos dos chips com mais de um núcleo, nos quais a lógica não seria mais tão linear e sim paralela.

Para isso, a Intel desenvolveu uma estratégia que envolve os três aspectos da programação paralela, ou seja, o ensino de novas técnicas, o suporte à programação e a pesquisas de novas ferramentas, compiladores e linguagens de programação.

O ensino está sendo atendido pelo chamado Intel Software College, que incentiva e apóia as matérias de programação paralela nas faculdades, atendendo hoje mais de 280 universidades e podendo chegar a 400 no final do ano.

O suporte à programação segue o esquema tradicional da empresa, oferecendo uma boa variedade de compiladores, ferramentas de programação e de ajuste fino para maximizar seu desempenho.

A grande novidade dessa área foi o anúncio da versão 2.0 do TBB (Intel threading building blocks) for Open Source. Um threadingbuildingblocks.org dedicado ao suporte de programação em C++ para a comunidade de software livre.

Outro site que entrou no ar no início dessa semana é o Whatif.intel.com, outro ponto de encontro para os programadores terem contato e até trocarem informações com os engenheiros da Intel.

O grande brinde de lançamento do site é a disponibilidade de uma versão preliminar de um compilador C++ com STM, que incorpora uma nova tecnologia que a Intel chama de STM (Software Transactional Memory). Essa técnica explora uma solução que pode minimizar um dos fenômenos que mais atormenta os programadores paralelos o uso dos comandos locks, que compromete o desempenho dos programas em paralelo.

Todo esse esforço é para facilitar a vida do programador.

Tivemos a oportunidade de falar sobre isso com Jerry Bautista, diretor de gerenciamento de tecnologia e um dos pais do teraflop processor.

Segundo Bautista, a interação de hardware e software nessa nova realidade de múltiplos núcleos está sendo um processo de desenvolvimento contínuo que acompanha a própria evolução dos chips multicore, que começou com apenas dois núcleos e caminha para dezenas de núcleos.

Bautista afirmou que o esforço de seu grupo é para que não existam diferenças fundamentais entre programar para dois ou dezenas de núcleos — ou até mais.

Sob esse ponto de vista, ele acredita que eles estão se dando melhor que, por exemplo, a IBM/Sony com seu processador Cell BE, — que exige um enorme esforço de programação para tirar todo proveito desse chip de nove núcleos.

Quando perguntei se a Intel chegou a considerar a possibilidade de lançar um chip com vários núcleos logo de cara, ele disse que sim, mas que preferiram um caminho mais seguro, que seria a criação e o domínio da tecnologia de um chip dual core para depois pensar em mais núcleos.

E pelo visto, seu trabalho vai bem, obrigado.

(rev.ok)

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18 setembro, 2007 - Posted by | eventos, Intel, Notícia

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