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Intel anuncia fabricação local (de placas-mãe)

intel_thomas_rampone_sm.jpgA Intel anunciou hoje o início da fabricação de placas-mãe com sua marca no Brasil em parceria com a Digitron.

Para isso, a empresa — que também produz placas da Gigabyte — passou por um processo de capacitação e melhoria no seu processo de fabricação que envolveu investimentos diretos na faixa de 2 milhões de dólares e a contratação de 200 novos funcionários especificamente para essa linha de produção.

Esse esforço foi reconhecido até pelo Vice Presidente do Grupo de Vendas e Marketing de Canais da Intel — Thomas A. Rampone (foto) — que esteve presente no evento e descreveu as novas instalações da Digitron como de classe internacional, e que não deve nada para muitas fábricas até na China.

A previsão inicial é de produzir até 500 mil placas-mãe em 2008, números modestos se comparado com a capacidade de produção da Digitron que é de 1,2 milhão de placas/mês nas suas unidades da Zona Franca de Manaus.

Para entender esse anúncio, é importante conhecer primeiro, qual é a estratégia da Intel para suas placas-mãe já que, curiosamente, não é exatamente quebrar os fabricantes de Taiwan.

A idéia por trás desses produtos foi sempre de oferecer rapidamente para o mercado uma plataforma de hardware certificada pela empresa para que os integradores assimilem, no menor espaço de tempo possível, as novas tecnologias criadas pela Intel, dando assim tempo para que seus parceiros fabricantes de placas desenvolvam seus projetos. Assim, as placas-mãe da Intel nem são as mais cheias de recursos, cromados e acessórios, mas são sempre as primeiras em inovação e reconhecidas por um alto padrão de qualidade e confiabilidade no seu funcionamento.

Segundo Oscar Clarke, gerente-geral da Intel Brasil, o público-alvo desse produto são os atuais canais de distribuição e parceiros Intel que hoje já trabalham ou consomem placas importadas, e que agora podem ter acesso a um produto mais em conta (~US$ 80) devido à produção local e que deve chegar ao mercado já em meados de dezembro de 2007.

intel_d945gcnl.jpgSob esse ponto de vista, a placa D945GCNLBR foi escolhida a dedo para ser o produto inicial, já que ele é uma solução do tipo tudo-em-um bastante flexível com áudio e vídeo integrados, rede Gigabit Ethernet, 8 portas USB, suporte para discos SATA, EIDE, PCI, PCI-E x1 e até PCI-E x16 para placas gráficas de última geração e que aceita desde o Celeron, passando pelo Pentium 4, Pentium D e até mesmo Core 2 Duo.

Depois dela, outros modelos serão anunciados durante o próximo ano.

Clarke se mostrou muito entusiasmado, afirmando que esse é um primeiro passo de uma iniciativa inédita que está sendo observada com muita atenção pela matriz da Intel nos EUA. Se bem sucedida, o próximo passo pode ser a produção e exportação de placas-mãe para outros países da região e, quem sabe, outras coisas mais interessantes no futuro, concluiu o executivo.

Quando perguntei para ele — numa conversa reservada — se nesse futuro ele veria algo feito de Silício, ele me encarou do alto de seus quase dois metros de altura, e me respondeu com um sincero, alegre e totalmente indecifrável sorriso.

(Maldito dia que matei aquela aula de leitura de mensagens subliminares).

8 novembro, 2007 - Posted by | Intel, Notícia

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