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bits, bytes e bravata!

Queima de usados na IBM

t40_oferta_2.jpgA IBM Brasil é uma das poucas empresas que eu conheço que revendem equipamentos usados e recondicionados da sua marca, uma prática ainda pouco usual por aqui.

Normalmente, tratam-se de máquinas recolhidas no final de um contrato de leasing ou até mesmo “recompradas” como parte de uma negociação de troca de máquinas. Por causa disso, a oferta sempre varia de acordo com a disponibilidade no estoque.

Assim, a moleza do dia parece ser um ThinkPad T40 (2374-DP1) equipado com processador Pentium M (Banias) de 1,5GHz, 256 MB de RAM DDR 266, disco rígido de 40GB/5400rpm, tela LCD de 14,1″ de 1.024×768 pixels, aceleradora gráfica ATI Radeon 7500 (32 MB), CD-RW/DVD Combo, Modem, Ethernet, chip de segurança (TCPA), UltraNav (trackpoint + touchpad), bateria padrão de 6 células e slot PCI-mini para instalação de placa de rede Wi-Fi (não inclusa). O sistema operacional é o Windows XP Pro.

A IBM está queimando esses portáteis (à vista ou no cartão) por R$ 1.299 cada e está fazendo preços especiais para lotes de cinco unidades por R$ 6.170,25 (R$ 1.234,05 cada) ou dez unidades por R$ 11.431,20 (R$ 1.143,12 cada). Por R$ 1 a mais, o usuário pode levar uma docking station para casa.

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1 dezembro, 2007 Posted by | Dicas, Hardware, IBM, Notícia | Deixe um comentário

Entrevista: Cezar Taurion fala sobre o ODF

odf_logo_a.jpg

Desde o final de outubro, temos acompanhado a repercussão da notícia que o Open Document Foundation — grupo criado para promover o ODF — abandonou o apoio ao seu próprio padrão em favor de uma nova especificação mais amigável aos padrões da Microsoft, o chamado CDF.

A equipe do Zumo (formado por Henrique Martin, Mário Nagano e Rafael Rigues) foi convidado para entrevistar — por e-mail — Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil, para falar sobre esse assunto.

Veja abaixo a nota na íntegra, publicada simultaneamente aqui e no Zumo Blog (nosso site irmão mais velho):

***

Zumo: Se o senhor estivesse numa reunião e seu cliente está interessado no ODF, mas ouviu falar da desistência do Open Document Foundation ao ODF, qual seria o seu conselho?

Cezar Taurion: Bem, antes de mais nada mostraria a ele que esta organização não tem nenhuma representatividade, é composta apenas de três ou quatro pessoas. E que esta decisão é apenas uma decisão pessoal, motivada por não ter certos pleitos atendidos. Aliás, ela já fechou as portas. E que não se perturbem pelo movimento de FUD (medo, incerteza e dúvida, em inglês) que inevitavelmente vai começar a aparecer, devido à grande importância do assunto.

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26 novembro, 2007 Posted by | Entrevista, IBM, Notícia | Deixe um comentário

Toshiba reinventa o processador do PlayStation 3

spursengine_demo.jpgA Toshiba apresentou durante a CEATEC, no Japão, uma demonstração do seu novo processador SpursEngine, instalado experimentalmente em notebooks Qosmio da empresa.

Com essa implementação, os visitantes eram capazes de reproduzir um DVD apenas com os movimentos da mão, sem tocar no teclado. Em outra demonstração, a câmera do portátil capturava a imagem da pessoa e a reproduzia em 3D, com a possibilidade de mudar o tipo de cabelo e aplicar maquilagens diversas.

Como a imagem era gerada em tempo real, o usuário podia mudar a expressão do rosto e até mexer a cabeça para ver os resultados em outros ângulos. A interação com o software também era feita com gestos sem tocar na tela. Continue lendo

5 outubro, 2007 Posted by | IBM, Notícia, Sony, Tecnologia | 1 Comentário

Brinque com a IBM

Não é só a Intel que tem seu simulador de gerenciamento de TI. Visitando recentemente o site da IBM Brasil, eu notei uma chamada para um “download de jogo” chamado Recupere o Controle, que desafia o usuário a ajudar Ed e Gil a solucionar os problemas da sua empresa com as soluções da empresa como WebSphere, Rational, Tivoli, etc.

Ao contrário do simulador do pessoal de Santa Clara, o joguinho da Big Blue foi feito para rodar em celulares compatíveis com a tecnologia Java e está disponível para os modelos da Motorola, Samsung, Siemens, Sony Ericsson e Nokia da série 40 (2ª edição) e série 60.

Mais detalhes do jogo, além de uma relação completa dos celulares compatíveis, podem ser encontrados aqui.

23 julho, 2007 Posted by | Dicas, Downloads, IBM, Microsoft | 1 Comentário

Relembrando Peter Hofstee, o pai do processador Cell

No final do ano passado (2006), estava eu no PC World Test Center pensando na vida e no sentido do Rock’n’Roll, quando Ralphe Manzoni, editor executivo do IDGNow! me passou a ligação de uma pessoa que tenho grande estima e muito orgulho de chamar de amigo: o Dr. Fábio Gandour, gerente de novas tecnologias da IBM Brasil.

hofstee.jpgEle me fez a seguinte oferta: uma entrevista exclusiva com Peter Hofstee, cientista chefe do projeto Cell BE (usado no PS3), que estava por aqui para acompanhar uma iniciativa local, que incentivava a criação de um ecossistema para desenvolvimento de aplicações baseadas no Cell nas universidades brasileiras.

Como Hofstee teria algum tempo livre na sua agenda para conversar com a imprensa local, Gandour lembrou de um editor de testes meio aloprado que trabalhava na IDG que poderia ser capaz fazer as perguntas corretas, e o mais importante — entender as respostas: your’s truly!

Foi uma entrevista muito legal, feita num momento muito interessante. Pois naquele momento, a Sony acabara de colocar o Playstation 3 no mercado e a IBM acelerava o processo de explorar todo o pontencial de seu novo chip de nove núcleos, enquando a concorrência ainda fazia barulho com seus chips de dois núcleos.

Foram quase três horas de uma conversa fascinante, que rendeu várias páginas de texto, mas que tiveram que ser resumidas para não cansar o leitor com tanta informação.

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12 julho, 2007 Posted by | IBM, Papo cabeça, Tecnologia | 6 Comentários

Adaptador Universal de Negócios (UBA)

Essa história de Adaptador Universal, me fez lembrar de um velho e hilário comercial intitulado Universal Business Adapter (UBA), parte de uma das campanhas mais bem-humoradas que já vi da IBM, que faz graça com o cisudo mundo corporativo.

Essa série chegou até a ser exibida no Brasil (devidamente dublada, é claro), e todos os filmes se passam num mesmo cenário de reunião de diretoria, onde algum funcionário técnico/nerd/maluco da área de TI apresenta uma “solução mágica” — que vai resolver todos os problemas da empresa — e os altos executivos com cara de “que diabo é isso?” sabatinam o projeto.

Alguns deles eu encontrei no YouTube:

Universal Business Adapter

Server Magic Pixie Dust

Business Reality Detector

Faltou apenas um que falava sobre uma máquina do tempo para negócios, que seria útil para consertar erros do passado — como planejamentos furados ou gastos em soluções que não deram em nada.

O problema era decidir quem iria entrar na engenhoca, já que ela nunca foi testada. :^)

More Fun Stuff:

Pesquisando sobre esses comerciais no YouTube, descobri por acaso que John Cleese — do grupo Monty Python — trabalhou numa série de comerciais da Compaq nos anos 1980.

7 julho, 2007 Posted by | Fun Stuff, IBM, Opinião | Deixe um comentário

Teclado Cult

Já que estamos falando sobre teclados de PC, eu não poderia deixar de citar o meu bom e velho IBM Model M, considerado cult pelos seus admiradores, ao ponto de manterem sites dedicados à sua memória, manutenção e uso, além de um verbete no Wikipedia.

Ao contrário dos atuais teclados de bolha, que mais parecem brinquedos de plástico, os Model M são os Toyota Bandeirante dos teclados de PCs: grandes, pesados (quase 2,25 kg), robustos e confiáveis ao ponto de agüentar seu uso diário por décadas a fio.

ibm_model_m4.jpgPor exemplo, o modelo que uso no meu PC é um MCA64F7707 (à direita) produzido pela MC&A no Brasil para os microcomputadores IBM PS/2 em meados da década de 1980, ou seja, quase 20 anos de uso e disposição para mais 20!

Os Model M também são notórios pelo seu barulho característico ao pressionar suas teclas (click!, click!, clack!), o que passa uma sensação táctil bastante agradável para o usuário, mas não necessariamente para o ouvido das pessoas ao redor.

Sob um certo ponto de vista, o Model M é um produto típico do design industrial norte-americano (simples, racional, meio monótono…) e da empresa que o criou — a IBM — uma expert no assunto, uma vez que ela produziu durante anos máquinas de escrever na sua divisão de Lexington que, posteriormente, daria a origem da Lexmark.

De fato, a experiência de uso do Model M (incluindo a barulheira) lembra vagamente a máquina de escrever IBM Selectric, mais conhecida no Brasil como IBM de esfera.

A alma desse teclado está no seu mecanismo patenteado pela IBM, batizado de Buckling Spring, que utiliza uma mola interna que recebe a pressão do dedo do usuário (30~40 gramas de força) e que, após ultrapassar um certo limite (2,5 a 3,5 mm de curso), dispara a chave que produz o “clique” sonoro característico e envia o sinal de qual tecla foi pressionada para o computador.

O gráfico abaixo explica as transferências de força na tecla:

model_5_forcas.jpg

Não entendeu nada? Veja uma animação nesse site da Coréia.

Além de seu funcionamento veloz e macio, a vantagem desse sistema é que ele produz três tipos de feedback — o táctil, o sonoro e o visual (na tela do PC) — ao contrário das teclas de bolha, que geram apenas o táctil e o visual.

Outra curiosidade desse projeto é que todas as teclas são cobertas por uma sobrecapa de plástico com sua identificação (A, 1, Enter, etc) . Desse modo é fácil reconfigurar o layout do teclado para qualquer tipo de aplicação e/ou idioma bastando apenas usar as sobrecapas corretas. Por causa disso, é muito fácil encontrar teclados IBM Model M no Brasil com layout português-brasileiro (ABNT-2).

Dicas de compra:

Como tenho vários Model M em casa que comprei a preço de banana nos sucateir(ops!), quero dizer, “brechós de material eletrônico” da Sta Ifigênia, sinto me seguro em passar algumas dicas de compra desse produto.

Apesar de ainda poderem ser encontrados nas lojas de usados, sua oferta não é tão ampla como já foi no passado.

Como os lojistas não reconhecem o Model M como um produto premium, eles não costumam cobrar a mais por eles, principalmente quando estão amontoados junto a outros teclados nas pilhas de oferta. Os melhores negócios que eu achei foram nessas condições, pagando algo em torno de 8 a 15 reais por peça.

Já cheguei a ver itens novos na caixa em algumas vitrines, mas o preço costuma ser bem mais salgado.

A não ser que você seja um colecionador inveterado (sim, eles existem), evite os modelos mais antigos com conector AT (DIN de 5 pinos), já que muitos deles nem foram feitos para PCs. Mais seguro é investir nos modelos com layout em português ABNT-2 e conector PS/2.

Como qualquer equipamento usado, verifique o aspecto geral do produto: veja se o teclado não tem sinais de abuso, como batidas, arranhões, manchas de tinta ou de outros líquidos mais estranhos. Também cheque se todas as teclas funcionam perfeitamente (se possível, ligue-o num PC) e se elas estão devidamente identificadas.

Note que ao ver que uma tecla está sem identificação, com toda certeza ela perdeu sua sobrecapa. Isso pode indicar que o teclado sofreu maus tratos durante sua manipulação e transporte. Outra peça que costuma faltar nesses casos são os pezinhos que aumentam a inclinação do teclado.

Verifique também o estado geral do cabo de conexão com o PC e o conector PS/2. Veja se não existem pinos tortos ou quebrados, mas cuidado para não se enganar: o plug PS/2 do Model M tem apenas 4 pinos ao invés dos 6 visíveis em outros teclados.

Por ser um equipamento usado, não espere que o teclado esteja limpo e imaculado. De qualquer modo, dê preferência para os exemplares que possam ser limpos com um pano úmido.

Se vc tiver alguma habilidade em desmontar e montar coisas, pode fazer uma limpeza completa (mais detalhes abaixo).

Alguns links interessantes:

Care and feeding of an IBM Model M keyboard — manutenção e limpeza do Model M, além de vários links. Entre eles:

PS/2 Keyboard — informações mais técnicas sobre o Model M.

pckeyboard.com — ainda fabrica e vende teclados novos com as mesmas especificações dos Model M.

clickykeyboard.com — venda de model M “NOS” ( = New Old Stock) e usados.

Converting an M to Dvorak layout — transforme um Model M com layout QWERTY num teclado DVORAK.

Model M USB upgrade — adaptação de porta USB. Melhor usar um adaptador PS/2 para USB, como o modelo 8440 da Leadership.

Steampunk Keyboard Mod — projeto de um Model M totalmente reestilizado como um teclado retrô, parte de um projeto citado na matéria Computador moderno, acabamento retrô da PC Magazine Brasil.

IBM PS/2 Keyboard Modification dicas de como adaptar o Model M nos PCs mais modernos, em especial aqueles sem porta PS/2.

23 junho, 2007 Posted by | Hardware, IBM, Opinião, Uncategorized | 2 Comentários

Conheça Foleo, amigo do Treo

No final da semana passada, foi ao ar meu primeiro teste comparativo para o programa Olhar Digital. O tema escolhido foi SmartPhones e tive a oportunidade de ver como anda esse eclético mundo de dispositivos móveis cada vez menores, mais versáteis e, por que não dizer, realmente mais úteis.

Uma das coisas que mais me interessa nesses produtos é a chamada interface com o usuário. E o grande desafio dos fabricantes sempre foi de oferecer a melhor combinação de tela grande, teclado confortável (para navegar e escrever mensagens). Também seria legal que ele entrasse em qualquer bolso sem fazer volume, e que não fosse complicado de usar ao ponto de você precisar da ajuda dos seus amigos Nerds para descobrir onde ficam seus dados pessoais.

No mundo automobilístico, seria algo como desejarmos uma picape 4×4 para cinco pessoas e uma tonelada de carga — capaz de subir paredes (ou melhor, passar por elas), como um Hummer —, que seja estável nas curvas e veloz como um carro esporte, que faça mais de 15 km por litro de gasolina na cidade (com o ar ligado, já que ninguém é de ferro) e que seja fácil de manobrar, entrando em qualquer vaga de estacionamento.

Sob esse ponto de vista, os SmartPhones não evoluíram muito, já que as limitações estão mais no campo físico do que no tecnológico propriamente dito.

Apesar disso, uma idéia genial foi mostrada numa matéria publicada na PC Magazine Brasil de hoje (31/05), que descreve um novo produto da Palm batizado de Foleo. Uma espécie de subnotebook baseado em Linux que funciona como uma extensão do SmartPhone da empresa — o Treo —, mas que pode ser facilmente adaptado para outras plataformas.

Na minha opinião, a grande sacada do Foleo é a maneira como ele interage com o Treo. Basta aproximar o portátil do SmartPhone, para que se estabeleça uma conexão via bluetooth entre os dois dispositivos, de modo que todas as informações do Treo ficam disponíveis para o Foleo.

Desse modo fica fácil, por exemplo, ler e responder e-mails, assim como editar e modificar arquivos de Office com a mesma facilidade que fazemos num note convencional, com todas as comodidades de mobilidade e de transporte de dados do Treo.

O que mais me fascinou nesse produto é que o Foleo materializa, na forma de um produto real, uma idéia que já rodava o mercado há anos como um conceito. Ou seja, o SmartPhone como uma central de informações pessoais, capaz de interagir com outros dispositivos por meio de conexões sem fio.

A primeira vez que ouvi falar nisso foi em 1998, quando conheci Phil Hester — na época chefe de pesquisa da IBM, um dos pais do PowerPC e atual CTO da AMD —, que me mostrou numa entrevista no Brasil, a primeira versão do wearable computer. O equipamento — um PC na forma de um cartucho multifunção — poderia ser instalado num slot de um gabinete de notebook, para funcionar como um ThinkPad, ou num painel de carro para funcionar como um computador de bordo.

A idéia por trás desse conceito, era a de que os dados e sua capacidade de processamento pudessem ser transportados de um lado para outro ou de dispositivo para dispositivo.

Depois disso, esse conceito evoluiu para o Metapad, que nunca virou um produto comercial.

By the way, pesquisando sobre o Metapad, descobri no site da IBM Research, conceitos ainda mais avançados: o Personal Mobile Hub e o SoulPad.

31 maio, 2007 Posted by | IBM, Notícia, Novas idéias, Palm, Tecnologia | Deixe um comentário