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bits, bytes e bravata!

NVidia e a era da computação heterogênea

Nesses últimos tempos temos visto a popularização de um conceito que está sendo chamado de Visual Computing (ou Computação Visual) cuja intenção é de enriquecer a experiência de uso e até mesmo melhorar a produtividade do usuário com o uso de interfaces visuais ricas em efeitos especiais e 3D. Bons exemplos podem ser vistos acima como os jogos de tiro em primeira pessoa, as GUI Aqua do Mac OS X, Aero do Windows Vista e aplicativos como o Picasa e o Google Earth.

Tais aplicações demandam um grande esforço computacional por parte da CPU, problema normalmente resolvido com o uso das chamadas aceleradoras gráficas que utilizam processadores dedicados (GPUs) que liberam a CPU para outras tarefas. Baseado nisso, já faz algum tempo que a NVidia tem defendido a idéia que, para o usuário ter a melhor experiência visual em seus PCs por um preço mais camarada, ele não precisaria investir necessariamente num processador mais veloz e sim numa placa de vídeo mais potente, algo que o pessoal de Santa Clara pode não ver com bons olhos.

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29 maio, 2008 Posted by | Hardware, Notícia, Opinião, Tecnologia | , , , | Deixe um comentário

Pensando fora da caixa

Estava trabalhando agora pouco no meu computador quando — do nada — meu querido mouse laser de 2.000 dpi tinindo de novo pirou. O movimento da seta tornou-se irregular e imprevisível, apesar da rodinha de navegação funcionar perfeitamente, o que me deixou ainda mais intrigado.

Um dia antes eu havia trocado meu bom, velho e meio temperamental chaveador KVM Compaq 4110 por outro Compaq menor, mais moderno e menos caduco (firmware de 2000). Até ai tudo bem até hoje de manhã antes do mouse se rebelar.

Seguindo meu bom senso, eu reinicializei (via botão de reset) o chaveador KVM e o problema persistiu. Desliguei e liguei o dito cujo e nada. Desliguei os computadores, desembaralhei, desconectei e conferi todas as conexões dos cabos, religuei tudo e necas de pitibiriba… :^(

Quando eu já ia partir pra ignorância — desmontar tudo e recolocar o chaveador velho de volta — ao pegar o mouse eu topei com a cena abaixo: um fiapo de papel entrou na câmara do seu sensor óptico, atrapalhando a captação de imagem e, conseqüentemente, a interpretação do seu movimento.

Moral da história: Aquele papo de pensar fora da caixa pode ser verdade. A solução de alguns problemas pode estar realmente onde você menos espera.

Versão alternativa: Limpar o mousepad de vez em quando — além de afastar as formigas — pode prevenir transtornos. ;^)

4 maio, 2008 Posted by | Fun Stuff, Gadgets, Opinião, Papo cabeça | 1 Comentário

Quem tem medo de Larrabee?

Ao final do NVIDIA Editor’s Day 2008, não resisti a tentação e aproveitei a presença dos executivos norte-americanos para perguntar sobre qual seria a posição da NVIDIA diante das recentes informações liberadas pela Intel sobre Larrabee.

Nascido a partir dos estudos da empresa de Santa Clara com os chamados chips many-core, Larrabee surge como um novo tipo de super-GPU que promete ser o início de um admirável mundo novo para a chamada era da Computação Visual. Ela é baseada em novos paradigmas, como plataformas mais flexíveis em termos de programação ou 3D com ray-tracing — em vez do atual processo de rasterização — adotado e dominado por empresas como a NVIDIA que, por sinal, também promove a mesma era da Computação Visual à sua maneira.

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26 março, 2008 Posted by | Notícia, Opinião, Tecnologia | Deixe um comentário

Arthur C. Clarke (1917~2008)

accportrait.jpgUm dos grandes profetas da tecnologia moderna, Sir Arthur C. Clarke morreu na última terça (18/03) aos 90 anos de idade em Sri-Lanka. Autor de mais de 100 livros, ele ganhou fama mundial quando Stanley Kubrick usou seu pequeno conto “O Sentinela” como base para o filme “2001: Uma Odisséia no Espaço“. Depois disso, o mundo nunca mais foi o mesmo.

Confesso que nunca fui leitor assíduo de Clarke, mas uma faceta que sempre me fasacinou nele era sua visão racional (e até um pouco demasiada) do mundo e da tecnologia.

Eu me lembro de um documentário onde Clarke queria mostrar como Percival Lowell conseguiu de seu observatório na terra, mapear um complexo sistema de canais em Marte que, de um certo modo, nunca existiram.

Clarke montou uma experiência com um grupo de alunos de uma escola primária e pediu para cada um deles desenhar o que viam na foto de um planeta pregado no quadro negro, que era mais ou menos a mesma imagem (na mesma escala e condições precárias) que Lowell tinha de Marte do seu telescópio, ou seja, uma bolinha meio enevoada. O curioso é que alguns alunos chegaram a ver e até desenhar algumas linhas muito parecidas com as anotações de Lowell, ou seja, sua crença, apesar de incorreta, tinha algum fundamento. Digamos que ele só forçou um pouquinho a barra — e quem não faria depois de torrar uma fortuna para construir em 1894, um observatório no topo de uma montanha no Arizona só pra ver Marte? ;^)

Meu pensamento favorito de Clarke vem de uma declaração que ele fez ao documentário “Stanley Kubrick – Imagens de Uma Vida” onde ele disse que para cada ser humano vivo da terra existem pelo menos 30 fantasmas atrás dele, referindo-se a relação de pessoas vivas e que já viveram nesse planeta — uns 100 bilhões.

100 bilhões também é o número aproximado de estrelas na Via Láctea e como podem haver planetas orbitando cada um desses astros, não é interessante imaginar que existe um planeta inteiro para cada pessoa que já existiu nesse mundo?

Far out, man! ;^)

20 março, 2008 Posted by | Notícia, Opinião, Papo cabeça | Deixe um comentário

Sobre preços e conversores de TV digital

Um tema ainda forte em São Paulo por conta da TV digital é o do custo dos conversores para TVs analógicas que chegaram ao mercado a preços na faixa de R$ 500 a R$ 1.100, muito acima dos R$ 180 prometidos pelo ministro das comunicações Hélio Costa.

Nunca entendi essa história direito, já que nunca soube quem estaria exagerando: o ministro com seu preço muito baixo ou a indústria com um preço muito alto.

Hoje tive a oportunidade de bater um papo com um velho conhecido meu que acompanhou de perto o desenvolvimento dos conversores de TV digital no Brasil. Ele me afirmou que R$ 180 sempre foi considerado um preço irreal para a indústria e que um valor em torno entre R$ 600 a R$ 700 estaria mais próximo da “realidade nacional e do custo Brasil”.

Como ter lucro numa venda não é crime no Brasil, a indústria não estaria explorando (muito) os consumidores – me pergunto se não tem gente tendo que subsidiar aparelho para manter o preço “baixo”. Meu colega só não conseguiu me explicar de onde o ministro tirou aqueles R$ 180.

12 março, 2008 Posted by | Notícia, Opinião, TV digital | Deixe um comentário

O que você mais usa no MS Word?

Para aqueles que se perguntam se estão utilizando plenamente os recursos do seu MS Word, o blog de Jensen Harris da Microsoft publicou em 2006 os resultados de uma curiosa pesquisa que procurou identificar os cinco comandos mais usados no MS Word 2003. São eles:

1. Colar (Paste)
2. Salvar (Save)
3. Copiar (Copy)
4. Desfazer (Undo)
5. Negrito (Bold)

notepad.jpgEsses cinco comandos representam algo em torno de 32 % de todos os recursos disponíveis no Word 2003, sendo que “Colar” é, de longe, o mais usado (11%) quase o dobro do segundo colocado. Algo semelhante foi observado no Excel e PowerPoint (15% e 12% respectivamente).

Isso mostra uma das grandes vantagens do processador de texto sobre a máquina de escrever ou mesmo do lápis e papel, ou seja, a capacidade de replicar e/ou reorganizar nossas idéias sem arruinar o documento final (alguém ainda se lembra do “branquinho“).

Ao mesmo tempo, esses resultados podem levantar algumas questões interessantes, como a validade de pagar por um aplicativo de escritório para fazer o mesmo trabalho que um produto mais simples e até gratuito também pode realizar. Por exemplo, todos os textos que já produzi para veículos on-line foram e ainda são feitos no bom e velho Notepad. Ah sim: ainda trabalho bem no meu MS Office 97.

Dai meu conselho: se você for usuário de Office, procure saber mais sobre o seu potencial, já que podem existir recursos tão interessantes que beiram ao misticismo.

Caso contrário, avalie bem suas necessidades e verifique se uma solução mais simples atende às suas necessidades. Pode até sobrar uma graninha para investir naquele joguinho que você namora já faz algum tempo.

21 fevereiro, 2008 Posted by | Dicas, Opinião, Software | 2 Comentários

Depois do multicore, núcleos assimétricos?

montalvo_logo.jpgA CNet publicou ontem uma curiosa história sobre uma nova startup chamada Montalvo Systems que se define como uma empresa de semicondutores do tipo fabless (sem fábrica, como a VIA e a NVidia) localizada em Santa Clara, a mesma cidade onde fica a sede da Intel.

Assim como outras firmas no passado que já tentaram dar uma mordida no mercado de chips x86, fala-se que a proposta da nova empresa é de entrar de sola nesse mercado com uma idéia, no mínimo, interessante: ao invés de montar chips com núcleos “simétricos”, ou seja, processadores idênticos na mesma pastilha de silício, a empresa pretende combinar diferentes núcleos de maior ou menor desempenho no mesmo circuito, resultando assim num chip que pode direcionar as cargas de trabalho para os núcleos mais ou menos velozes de acordo com a demanda, podendo economizar muita energia nesse processo.

Essa abordagem “assimétrica” já foi usada com sucesso pela IBM/Sony/Toshiba no processador Cell BE que combina um chip Power PC tradicional de 64 bits (também chamado de PPE – Power Processor Element) com oito novos núcleos independentes batizados de SPE (Synergistic Processor Element) que podem ser programados de maneira independente para realizar tarefas especializadas como processar gráficos em 3D ou vídeos.

Por enquanto, a empresa se mantém silenciosa sobre seus planos, mas ela já conta com o apoio de várias empresas de capital de risco e de vários figurões do Vale do Silício — vindos de empresas como NexGen, Transmeta e até da Intel — que já fazem parte da sua diretoria.

Essa história me lembra um pouco a epopéia da Transmeta, uma empresa que começou do mesmo jeito — meio na moita — e quando resolveu fazer barulho, cantou de galo dizendo que iria produzir um revolucionário chip x86 com ótimo desempenho, baixo consumo de energia e muito mais barato que a concorrência — o Crusoe. Na época, a firma também contava com alguns figurões na sua diretoria, entre eles Linus Torvalds — o pai do Linux.

Até onde me lembro, o pulo do gato da microarquitetura Crusoe estava na capacidade de realizar boa parte das instruções de máquina por software, permitindo assim que o chip em si fosse mais simples e mais barato de ser produzido, com a vantagem adicional de poder implementar novos recursos apenas modificando seu software básico.

No final das contas, o pessoal de Santa Clara vai bem obrigado dominando o mercado de chips x86 e a Transmeta continua meio na moita, com o mordedor meio dolorido.

Ah sim, Torvalds saiu da firma em 2003 e o atual CEO da Montalvo é Matt Perry que, por sinal. também trabalhou na Transmeta.

Arrã… então tá bom né? ;^)

15 fevereiro, 2008 Posted by | Hardware, Notícia, Novas idéias, Opinião, Tecnologia | Deixe um comentário

FujiFilm se rende ao SD

fuji_sd.jpg

Estava hoje brincando com a nova câmera Finepix Z10fd da Fuji Film quando notei pela primeira vez, algo muito curioso nessa digital: um slot adicional para cartão de memória SD. Até ai nada de mais, se ela junto com a Olympus não fossem as inventoras — e até hoje únicas usuárias — do padrão xD Picture Card.

Antes do xD, tanto a Fuji quanto a Olympus trabalhavam com o SmartMedia (SM) — um dos primeiros cartões de memória Flash do mercado (1995) — cuja capacidade de armazenamento empacou nos 128 MB, numa época em que formatos concorrentes como o Compact Flash (CF) ou o Memory Stick (MS) já ultrapassavam os 256 MB.

Isso provocou vários transtornos (para não dizer ira) tanto da Fuji quanto da a Olympus, já que isso significava uma desvantagem tecnológica para seus produtos, e a Toshiba — inventora do SmartMedia — parecia não estar esquentando com isso, já que ela deixou de investir no SM em favor de um novo formato mais promissor — o Secure Digital (SD) — e esperava que as duas empresas migrassem para o novo cartão.

Por estranho que pareça, nenhuma delas comprou essa idéia e partiram para um novo formato concorrente. E foi assim que surgiu, em 2002, o xD Picture Card. Na época, um dos menores cartões do mercado e que, naquela época, já previa a demanda por cartões menores para atender à um novo mercado que poderia, no futuro, ser até maior que as câmeras fotograficas: os celulares multimídia e smartphones.

Passados quase cinco anos, o SD se consolidou como padrão dominante do mercado, introduziu variações ainda menores — como o Mini SD e Micro SD — para atender o mercado de celulares e até empresas como Canon e Nikon antes fiéis ao CF, aos poucos se renderam ao SD.

Nesse cenário, somente a Fuji e a Olympus se mantinham fiéis ao xD — principalmente na sua linha de compactos — isolando-se novamente no mercado, numa situação não muito mais confortável que na época do SmartMedia.

E agora, com a constatação de que a Fuji começa a abrir espaço para o SD, poderíamos dizer que o xD é um padrão condenado?

Difícil dizer que não, mas se eu fosse um porta-voz da empresa eu já teria a resposta bem na ponta da língua: “Não estamos matando o xD, e sim atendendo aos desejos do consumidor, que gostaria de trabalhar com outro formato além do xD“.

(Por que esse sorriso amarelo? Não dizem que o cliente tem sempre razão???) >;^)

5 fevereiro, 2008 Posted by | Fotografia, Opinião | Deixe um comentário

Combatendo MP4 com MP4!

tropa_dvd.jpg Estava hoje passeando pelo site da Americanas.com quando vi o anúncio do pré-lançamento do DVD oficial do filme Tropa de Elite, considerado um dos vídeos pirateados piratas mais vistos no Brasil no ano passado.

Como sempre, uma das estratégias das distribuidoras para convencer você a comprar o DVD de um filme que você provavelmente já viu no cinema, na TV, no computador ou mesmo já alugou na locadora, é encher o mesmo de extras. Se não for na primeira vez, será na “edição-super-especial-de-colecionador” disponível “por tempo limitado durante esse século” (ou até as milhões de unidades desencalharem do estoque).

OK, me parece que nesse caso, a enxurrada de extras ficará para o relançamento, mas o que me chamou mais a atenção dessa edição é que a distribuidora irá incluir uma versão do filme já formatada para rodar em players de vídeo “MP4”, ou seja, pra que perder tempo ripando e convertendo seu DVD de filme nacional favorito para seu player de vídeo se você já pode ter isso pronto e legalmente? :^)

Tá de bobeira?

25 janeiro, 2008 Posted by | Fun Stuff, Notícia, Opinião | Deixe um comentário

Marciano flagrado em marte?

martian_1.jpg

O Times Online publicou hoje uma curiosa imagem tirada em Marte, cujos contornos lembram vagamente uma criatura humanóide.

Esse detalhe foi encontrado em uma foto panorâmica tirada pela sonda exploradora móvel Spirit que perambula pela superfície do planeta à procura de evidências geológicas da existência de água, substância que poderia sugerir a existência de um ambiente propenso ao surgimento de vida no passado marciano.

Mas essa não é a primeira nem a última imagem estranha vinda do planeta vermelho.

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23 janeiro, 2008 Posted by | Fun Stuff, Opinião, Papo cabeça | 6 Comentários