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bits, bytes e bravata!

Sobre preços e conversores de TV digital

Um tema ainda forte em São Paulo por conta da TV digital é o do custo dos conversores para TVs analógicas que chegaram ao mercado a preços na faixa de R$ 500 a R$ 1.100, muito acima dos R$ 180 prometidos pelo ministro das comunicações Hélio Costa.

Nunca entendi essa história direito, já que nunca soube quem estaria exagerando: o ministro com seu preço muito baixo ou a indústria com um preço muito alto.

Hoje tive a oportunidade de bater um papo com um velho conhecido meu que acompanhou de perto o desenvolvimento dos conversores de TV digital no Brasil. Ele me afirmou que R$ 180 sempre foi considerado um preço irreal para a indústria e que um valor em torno entre R$ 600 a R$ 700 estaria mais próximo da “realidade nacional e do custo Brasil”.

Como ter lucro numa venda não é crime no Brasil, a indústria não estaria explorando (muito) os consumidores – me pergunto se não tem gente tendo que subsidiar aparelho para manter o preço “baixo”. Meu colega só não conseguiu me explicar de onde o ministro tirou aqueles R$ 180.

12 março, 2008 Posted by | Notícia, Opinião, TV digital | Deixe um comentário

Duas irmãs e 100 anos de imigração

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Em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil, a TV Bandeirantes estreou no ínício dessa semana a mini-série Haru e Natsu — As Cartas que Não Chegaram, produzido em comemoração aos 80 anos da fundação da NHK em 2005.

haru_natsu.jpgEssa história fala sobre a vida de duas irmãs — Haru (primavera) e Nastu (outono) Yamabe — cuja família imigrou para o Brasil mas teve que deixar a filha mais nova no Japão por causa de uma doença nos olhos. Devido à problemas familiares e trocas de endereço, as irmãs pederam totalmente o contato e viveram separadas por mais de 70 anos até o reencontro das duas nos dias de hoje.

A autora Sugako Hashida, era mais conhecida no Brasil pela novela “Oshin” que foi apresentada com sucesso no programa “Imagens do japão” na década de 1980.

Uma das facetas mais curiosas e pouco conhecidas dessa produção é que os produtores da NHK contaram com a colaboração do
Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, que recebeu versões preliminares do roteiro original de Hashida que era lido e analisado por um grupo de especialistas e, quando necessário, apontavam inconsistências histórias e nomes que poderiam soar estranho no Brasil e sugeriam alterações. Eu me lembro de dois casos, citados pela minha amiga Célia Oi, que participou desse trabalho.

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27 fevereiro, 2008 Posted by | Genshiken, TV digital | 1 Comentário

Pocket review: MobTV MT-100

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Junto com o Megadrive Portátil (analisado aqui no início dessa semana), a Tec Toy também enviou para testes o MobTV MT-100, um receptor de TV com porta USB 2.0 que permite ver TV digital no PC no padrão 1-seg. Ele poderia ser facilmente confundido com um memory key se não fosse pela sua pequena antena telescópica de três segmentos que se estende até 12 cm de comprimento. Segundo o fabricante, os requisitos mínimos do sistema são um processador Pentium 4 de 1,0 GHz, 256 MB de RAM, porta USB 1.1 ou 2.0, 30 GB de espaço de disco e sistema operacional Windows XP com DirectX 8.1 instalado.

Para quem que ainda não foi apresentado, o padrão 1-seg (lê-se “one-seg”) é um sistema de transmissão de TV para sistemas móveis baseado no padrão japonês, que divide cada canal digital em 13 segmentos, sendo que 12 deles são usados pelo HDTV e o último dedicado para receptores móveis, dai o termo 1-seg(mento). O que é bom deixar claro é que, por causa disso, não se deve esperar muito em termos de qualidade de imagem e resolução, já que ele foi feito para funcionar em telas pequenas.

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16 janeiro, 2008 Posted by | Gadgets, Review, TV digital | 1 Comentário

Review: Positivo DigiTV HD

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Pois bem, chegou a minha vez de explorar o admirável mundo novo da TV Digital com a análise do DigiTV HD, o conversor de TV digital da Positivo Informática.

A grande diferença em relação ao modelo “não HD” — voltado para TVs convencionais de 480 linhas — é que este já vem com uma porta HDMI, o que permite ligá-lo em TVs LCD e de Plasma já preparadas para HDTV (HDTV Ready) nos modos SD (480i), ED (480p) e HD (1080i). Mesmo assim, esse equipamento também dispõe de uma saída de vídeo composto e RF (nos canais 3 ou 4) compatibilizando-o com as TVs convencionais mais antigas.

A filosofia do DigiTV parece resumir-se a uma única palavra: simplicidade. Pouco maior que uma caixa de sapatos (18 x 6 x 26 cm — LAP) e 1,2 kg de peso, o conversor da Positivo possui apenas dois controles no seu gabinete: um botão central que liga o dispositivo, cercado por um anel iluminado que também troca os canais.

digitv_remoto.JPGSeu controle remoto é dono de um layout bastante convencional e intuitivo. Seus comandos estão em português e possui algumas teclas que, segundo o manual, ainda não possuem função definida, mas que podem ser aproveitados no futuro à medida que novos recursos forem adicionados ao firmware do produto. Ele funciona com duas pilhas pequenas do tipo AA.

Esse por sinal, foi uma coisa que me chamou a atenção nesse primeiro contato: que a nossa tecnologia de TV digital ainda está num processo de evolução e amadurecimento, de modo que o produto da Positivo está preparado para receber tais mudanças (mais sobre isso adiante).

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14 janeiro, 2008 Posted by | Hardware, Review, TV digital | 42 Comentários